Defesa carrega ataque 'no colo' até o título, e Broncos escrevem certo por linhas tortas

Gustavo Faldon, de Santa Clara (EUA), e Patrick Mesquita, do ESPN.com.br
Assista aos melhores momentos da vitória dos Broncos sobre os Panthers por 24 a 10

Muito se espera de um ataque comandado por Peyton Manning. Durante três das quatro temporadas com o Denver Broncos, o camisa 18 fez aquilo que "estava" no plano: jogadas inteligentes, liderança, recordes e pontuações incontestáveis.

Só que a temporada 2015/16 apresentou uma nova realidade, e o time que venceu o Carolina Panthers, por 24 a 10, e conquistou o Super Bowl 50, não tem a assinatura de um dos melhores quarterbacks da história. Não seria exagero dizer que os Broncos de agora escreveram "certo por linhas tortas".

Manning perdeu força no braço, lidou com lesões e ficou fora de boa parte da temporada, tendo até mesmo o retorno questionado pela imprensa norte-americana. Mas o quarterback não é o único 'culpado'. Denver também conta com wide receivers renomados e que estiveram abaixo do esperado: Emmanuel Sanders e Demaryius Thomas. 

O ataque dos Broncos é apenas o 19º na lista dos times que mais pontuaram no ano, com 22,2 pontos por jogo. O Carolina Panthers lidera a lista com nada menos do que 31,1 pontos por duelo. A situação é um pouco melhor nos números de jardas conquistadas por rodada. O ataque da franquia do Colorado é o 16º melhor, com 333,5.

Então, como uma equipe "sem ataque" ganhou o Super Bowl? Nada melhor do que um velho clichê para explicar: ataques ganham jogos, defesas vencem campeonatos.

Com um setor defensivo absurdo, os Broncos levantaram o muro contra os rivais e atormentaram os melhores quarterbacks da liga. A "zaga" carregou o elenco nas costas até o título liderando a NFL em números totais (281,1 por jogo), jardas cedidas por jogada e só levou 30 pontos de um dos 19 adversários até o troféu.

EFE/EPA/LARRY W. SMITH
Von Miller Trofeu MVP Super Bowl 50 Denver Broncos 07/02/2016
Von Miller foi eleito o MVP do Super Bowl 50

O desempenho assustador, além dos jogadores, pode ser explicado pela presença do coordenador defensivo Wade Phillips. O experiente técnico está na liga desde o início dos anos 70 e assinou com os Broncos nesta temporada para ser assistente de Gary Kubiak.

A parceria deu certo. Phillips ajudou a transformar bons jogadores em verdadeiros "monstros" dentro de campo. Aqib Talib, Chris Harrys Jr. e Von Miller são três exemplos.

Se cada jogador dos Broncos hoje posa feliz com o troféu Vince Lombardi, eles devem boa parte disso à defesa.

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