Santos tenta barrar lucro de 400% da Doyen com Geuvânio

Thiago Cara e Fellipe Camargo, do ESPN.com.br
Divulgação
Geuvânio teve parte de seus direitos vendidos ao fundo Doyen pelo Santos
Geuvânio teve parte de seus direitos vendidos ao fundo Doyen pelo Santos

Dona de 35% dos direitos de Geuvânio, o fundo de investimentos Doyen Sports terá, com a venda do jogador ao Tianjin Quanjian, da China, um lucro de 400% em relação ao que pagou ao Santos no final de 2014. O clube alvinegro, porém, questiona o contrato e não pretende repassar a quantia ao grupo.

O acerto entre Santos e Doyen é controverso desde sua assinatura. Nos últimos dias de sua gestão como presidente, Odílio Rodrigues fechou a venda de fatias de três jogadores ao grupo, entre eles, 35% de Geuvânio por 750 mil euros. Agora, o fundo teria direito a € 3,85 milhões, um lucro de € 3,1 mi (R$ 13,6 mi na cotação atual).

O Santos não repassará o valor a Doyen porque entende que o contrato celebrado por Odílio é ilegal, com base no estatuto do clube, que diz: "o Comitê de Gestão não poderá antecipar, nem comprometer as receitas ordinárias ou extraordinárias do Santos, por período superior ao do seu mandato".

Além dos 35% de Geuvânio, o acerto entre Odílio e Doyen também cedeu 20% dos direitos de Gabriel e 25% dos de Daniel Guedes ao grupo. Ainda esteve envolvido no negócio o "perdão" de uma divida de cerca de R$ 11,5 milhões, relativa à venda do meia Felipe Anderson para a Lazio, em 2013.

Geuvânio foi vendido ao Tianjin Quanjian por 11 milhões de euros, cerca de R$ 48 milhões. Os 35% que caberiam ao Santos e também a Doyen representam 3,85 milhões de euros (R$ 17 milhões). Até uma decisão da Justiça sobre o contrato, o clube ficará com as duas partes, 7,7 mi de euros (R$ 34 mi).

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A quantia paga pelos chineses, inclusive, é quase três vezes superior ao valor de 4 milhões de euros que, no contrato entre Doyen e Santos, obtido pelo ESPN.com.br através do site "Football Leaks", aparece como "razoável" para uma transferência.

Na noite de quinta, o acerto com o fundo, inclusive, foi um dos motivos que levou o Conselho Deliberativo do Santos a formalizar o desejo de que a atual diretoria acione Odílio na Justiça comum por gestão temerária. Se condenado, o ex-presidente pode pegar até dois anos de prisão.

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Odílio também poderia ter sido excluído do clube, medida que até era aguardada na reunião, mas foi adiada. Já a decisão de acionar ou não o dirigente na Justiça cabe ao atual presidente, Modesto Roma Júnior - que já indicou que seguiria a indicação do Conselho Deliberativo.

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