Renault anuncia finalização do processo de compra da Lotus

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Andreu Dalmau/ EFE
Lotus usou os pneus supermacios para bater a Mercedes em treino
Lotus usou os pneus supermacios para bater a Mercedes em treino

A Renault anunciou nesta segunda-feira a conclusão do processo para adquirir a Lotus e voltar a ter um time próprio na Fórmula 1. Com a nova aquisição, a marca francesa volta a se afirmar na principal categoria do automobilismo mundial, já que passou seis anos atuando apenas como fornecedora de motores, conquistando consecutivos títulos pela Red Bull, de Sebastian Vettel.

Apesar da volta da Renault para Fórmula 1, o ex-piloto e consultor da marca, Alain Prost, afirmou que houve diversas dificuldades até que o negócio fosse fechado. O tetracampeão mundial comentou que os franceses por pouco não abandonaram a categoria definitivamente.

"Foi uma longa decisão. A relação com a Red Bull e a briga para ser apenas uma fornecedora de motores não era a opção certa para o futuro. Então isso era um grande compromisso. Você precisa entender que eles tinham que ter tempo para decidir o que fazer. Nós todos sabemos nessa empresa que talvez isso leve tempo, mas quando eles são compromissados, as coisas tendem a dar certo", disse em entrevista ao Motorsport.

O CEO da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, foi o responsável pelo veredicto final e passou os últimos meses bem reticente quanto aos benefícios de permanecer na categoria. Um dos grandes entraves na negociação foi a questão do modo de divisão dos direitos comerciais às equipes. Ferrari e Mercedes polarizam as maiores quantias recebidas, o que não agradou o executivo.

Ghosn projeta a aparição de bons resultados para a equipe em três anos, o que para Prost é o tempo mínimo para um processo no qual ele denomina de "muito difícil". O piloto francês também afirmou que não sabe qual será seu papel na nova equipe do grid, mas confia em um trabalho a longo prazo para que o projeto seja bem-sucedido.

"Vai levar tempo para sermos competitivos novamente. Ghosn estava falando sobre três anos e eu penso que esse é o mínimo. Vai ser muito difícil, mas a minha filosofia é que há um novo projeto, é uma nova história e o que mais importa é que vamos iniciar em um ambiente muito difícil. O acordo foi assinado há poucas horas. O mais importante é construir uma estratégia e uma história para o futuro, além de progredir. Isto é o mais importante", finalizou.

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