
O Brasil teve um ano perfeito no mundo do surfe. Além do título mundial de Adriano de Souza, o país foi o maior vencedor de etapas da primeira divisão (WCT) desta temporada, foi campeão da divisão de acesso (WQS), da Tríplice Coroa Havaiana, ainda teve o estreante do ano na elite do esporte e faturou mais da metade das provas do ano. A vitória de Adriano de Souza em Pipeline, Meca da modalidade, também foi inédita, assim como a final 100% verde-amarela no Havaí.
Na bateria histórica do Pipe Masters, Mineirinho provou seu melhor momento e, com um somatório de 14,07, superou Gabriel Medina e se juntou ao seleto grupo de campeões da etapa mais desejada dos atletas.
"Essa vitória foi um superbônus. Ser como Jamie (O'Brien), Kelly (Slater)... não tenho palavras. Sou um abençoada, foi tudo maravilhoso. O mar hoje não estava tão bom, mas isso aqui ainda é Pipeline, ainda é Backdoor. Queria agradecer todos os brasileiros que torceram por mim", disse após vencer a etapa.
Sobre Gabriel Medina, Mineirinho fez questão de agradecer o compatriota, deixando claro que sem o título do amigo no ano passado, ele não teria conquistado seu troféu neste ano.
"Sem ele (Medina), eu nunca seria campeão. Foi ele que me mostrou o caminho para chegar até aqui. Tenho que agradecer não apenas ele, mas toda sua família. Dividir esse momento com ele na final é maravilhoso", completou.
Confira as outras conquistas do Brasil em 2015:
metade das vitórias do wct

O Circuito Mundial de Surfe (WCT) é formado por 11 etapas. Dessas 11, o Brasil foi campeão em nada mais nada menos do que seis delas em 2015, mais da metade. Filipe Toledo, apesar de perder o título em Pipeline, foi quem mais venceu. O surfista de Ubatuba levou em Gold Coast, na Austrália, Rio de Janeiro e Portugal. Mineirinho, campeão mundial, ficou com duas: Margaret River e Havaí. Gabriel Medina foi o mais humilde, levou apenas a competição realizada na França.
ESTREANTE DO ANO

Italo Ferreira também teve um ano para se guardar na memória. Sexto colocado do ranking, inclusive à frente da lenda Kelly Slater, o brasileiro de 21 anos teve seu melhor momento com um segundo lugar na etapa de Portugal, quando eliminou Gabriel Medina e foi coroado como melhor estreante da atual temporada.
CAMPEÃO DO WQS

No começo de dezembro, ao cair nas quartas de final da etapa realizada em Sunset, no Havaí, Caio Ibelli sagrou-se campeão do WQS, a principal divisão de acesso ao WCT, garantindo oficialmente a vaga que já havia sido assegurada em outubro na primeira divisão da modalidade. O brasileiro terminou o ano com 30 mil pontos, seguido pelo australiano Jack Freestone e o americano Kolohe Andino, empatados com 28.500.
Aos 22 anos, Ibelli, que já foi campeão brasileiro e mundial junior, estreará como titular na elite após duas ótimas performances como convidado neste ano, em Portugal e na França.
REI DO HAVAÍ

Com o segundo lugar da etapa em Pipeline, Gabriel Medina conquistou o título da Tríplice Coroa Havaiana, feito inédito para o Brasil. A competição é um conjunto de três provas realizadas nos meses de novembro e dezembro na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí.
As duas primeiras, em Haleiwa e Sunset, respectivamente, são válidas pelo WQS, divisão de acesso do surfe mundial, e a última acontece em Pipeline, etapa decisiva do WCT. Quem somasse mais pontos ao final das três ficaria com o tradicional título do mundo do surfe.
Em 2012, Medina já tinha chegado perto do título da coroa havaiana, mas acabou na segunda posição, atrás apenas do havaiano Sebastien Zietz.
Com vitória de Mineirinho em Pipe, Brasil domina e é campeão de tudo no surfe em 2015
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