Protesto na CBF tem manifesto pela renúncia de Del Nero; secretário-geral fala em inocência

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Cede da CBF ficou lotada de manifestantes nesta terça-feira
Sede da CBF ficou lotada de manifestantes nesta terça-feira

A terça-feira ficou marcada pelo Ocupa CBF, manifestação que reuniu personalidades do futebol em frente à sede da entidade no Rio de Janeiro. Os ex-meias Raí e Alex foram os responsáveis por ler um manifesto público pedindo a renúncia do presidente Marco Polo Del Nero e de toda a diretoria.

"Exigimos a renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF", diz parte do documento, que contém ao menos 127 assinaturas.

Depois da leitura, a CBF liberou que os manifestantes, entre eles o treinador Paulo Autuori e o ex-jogador Djalminha, entrassem no prédio da entidade, onde pouco tempo depois o secretário-geral Walter Feldman fez um pronunciamento.

"Nós lutamos muito para que tivéssemos direito à democracia, às manifestações livres. Não há problema em qualquer manifestação. Havia demanda de documento, vamos receber este documento (o manifesto) sem problemas. Li rapidamente no celular do bolso do diretor de comunicação da CBF", afirmou.

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Feldman falou que a CBF é a favor da alternância de poder. "Estamos abertos à alternância de poder e a ouvir outras pessoas. Já ouvimos o Bom Senso FC, chamamos o Raí duas vezes, mas ele não veio", acrescentou.

O secretário-geral também defendeu Del Nero, que se licenciou do cargo depois de ser indiciado pelo FBI por formação de quadrilha com diferentes confederações, federações regionais e na Fifa.

"Não há nenhum elemento no FBI e na Fifa que comprove que o presidente Marco Polo esteja ligado à corrupção da Fifa. O presidente Marco Polo tem se pronunciado de maneira segura. Estará na CPI do Senado exatamente para se manifestar sobre isso, e lá vai se manifestar sobre as denúncias. Existe possibilidade real de Del Nero não ter nenhum envolvimento. Há a possibilidade de ele voltar, sim ", discursou.

Raí lê manifesto do movimento '

Leia o manifesto contra a CBF:

Brasil, dezembro de 2015

A Confederação Brasileira de Futebol vive a maior crise de sua história.
Seus últimos três presidentes são réus em investigação policial internacional por fraude na CBF e na FIFA. José Maria Marin está preso desde maio, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero estão indiciados pela Justiça dos EUA desde o dia 3 de dezembro.

Compreendemos que a sucessão determinada por um estatuto viciado, que foi arquitetado e aperfeiçoado para a manutenção do poder nas mãos dessa mesma linhagem, é ilegítima e imoral.

Exigimos a renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF, sem a atual cláusula de barreira, mecanismo que impede a aparição de posições independentes ao sistema vigente, pois exige oito assinaturas de federações e mais cinco de clubes para candidaturas.

A crise de corrupção é a face mais vísivel de um profundo problema estrutural, que travou o desenvolvimento do futebol brasileiro em todas as suas dimensões.

Conclamamos a Procuradoria Geral da República, a Polícia Federal e a Receita Federal a não deixar impunes quem corrompeu ou quer continuar a corromper o futebol pentacampeão mundial.

Aos clubes e federações, pedimos que se paute e vote a alteração de pontos estatutários necessários para a democratização e desenvolvimento de nossa maior paixão, inexorável e sem volta.

De nossa parte, signatários deste manifesto, acreditamos que, caso as mudanças sejam iniciadas, os novos mandatários da CBF, juntamente com os muitos personagens capacitados e honrados da comunidade do futebol saberão criar as condições para a reconstrução da credibilidade, confiança e retomada do protagonismo esportivo do futebol brasileiro, de seus jogadores, da alegria do jogo e, principalmente, dos torcedores.

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