Presidente diz que Cruzeiro não disputará mais a Liga Sul-Minas-Rio

Francisco De Laurentiis e Marcus Alves, do ESPN.com.br
Veja entrevista em que presidente do Cruzeiro diz que não disputará mais da Liga Sul-Minas-Rio

O Cruzeiro está fora da Liga Sul-Minas-Rio. Nesta quinta-feira, o presidente da equipe celeste, Gilvan de Pinho Tavares, afirmou que a competição "não é rentável" para o clube de Belo Horizonte, e confirmou que a agremiação não irá mais disputar o torneio.

O anúncio foi feito durante a coletiva de apresentação do ex-auxiliar Deivid como técnico celeste para 2016, no lugar de Mano Menezes, que foi para a China.

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"O Cruzeiro já firmou posição. o Cruzeiro não fará mais parte da Liga Sul-Minas. Não disputará. Surgiram questões com as quais não concordei, assim como Flamengo e Fluminense. Existe uma grande possibilidade de eles também saírem. Temos um momento muito conturbado no futebol brasileiro. Haverá uma eleição para eleger um vice da CBF", explicou.

Segundo outros dirigentes, Gilvan foi exposto a constrangimento na última reunião da entidade, realizada no fim de novembro, na sede do Fluminense, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, ele foi surpreendido com a convocação de eleição para presidente do grupo. Foi sugerido pelo CEO, Alexandre Kalil, que Gilvan continuasse por mais um ano, mas que outro nome também fosse acrescentado para cuidar da parte comercial da Liga ao lado do ex-mandatário do Atlético-MG: Mário Celso Petraglia, do Atlético-PR.

Os mandatários de Flamengo e Fluminense, Eduardo Bandeira de Mello e Peter Siemsen, respectivamente, se manifestaram contrários ao procedimento e deixaram claro que não concordavam com a forma como ele estava sendo feito, atropelado, sem discussão e supostamene  'combinado'. A situação foi revelada pelo ESPN.com.br na última terça-feira.

"Nessa última reunião, tivemos a eleição do Mario Celso (Petraglia), que, pela forma como foi feita, acabou constrangendo o presidente do Cruzeiro (Gilvan Tavares). Os times do Rio não concordaram e, no fim, ficou esse constrangimento. Foi anunciado que o Kalil e o Mario ficariam a cargo dessa parte comercial", diz o vice do Coritiba, Alceni Guerra, em contato com a reportagem.

"Fiquei com a impressão de que o Gilvan não havia sido comunicado (da realização do pleito)", prossegue.

De acordo com outros cartolas, o incômodo com o nome de Petraglia passa por uma suposta centralização das decisões entre ele e o CEO Alexandre Kalil, deixando Gilvan de lado. Mesmo antes de sua nomeação, o cartola, que deve seguir em 2016 no Conselho Deliberativo do Atlético-PR, já vinha se apresentando como presidente da Sul-Minas-Rio.

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"Ficou uma situação mal resolvida", disse o mandatário do Grêmio, Romildo Bolzan Jr., durante evento em São Paulo, na última quarta-feira.

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Em menor grau, os clubes divergem sobre o rateio do dinheiro, mas não existe neste caso o mesmo apoio para o Fluminense, que se mostra contrário ao modelo de distribuição de receita proposto inicialmente. O Flamengo, a exemplo do que acontece no Brasileiro, seguiria faturando mais na competição, de acordo com Kalil.

"Não acho que tem que ser igual. O que não pode é ter a distância que tem hoje entre os times (no Brasileiro), praticamente o dobro", analisou Daniel Nepomuceno, do Atlético-MG.

Flamengo e Fluminense também devem seguir o Cruzeiro e deixar a Liga. Petraglia tenta demover os dois da ideia.

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