Globo bate o pé, irrita times e pode voltar a enfrentar conversas em bloco

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Gazeta Press
Grafite foi a maior contratação do Santa Cruz para a temporada
Grafite foi a maior contratação do Santa Cruz para a temporada

Mesmo pressionada, a Rede Globo bateu o pé e manterá contratos anuais com os times recém-promovidos da Série B e que não faziam parte do extinto Clube dos 13. O anúncio foi feito pelo novo diretor executivo de Esportes da emissora, Pedro Garcia, em reunião na semana passada. Marcelo Campos Pinto, que está deixando o comando das negociações, ainda participa das últimas conversas.

Eles devem fechar acordo nesta quinta-feira com o Santa Cruz.

A princípio, com o novo contrato entrando em vigor, a expectativa dos pernambucanos é de que o repasse aumente de R$ 18 milhões para R$ 20 milhões.

O presidente tricolor Alírio Moral esteve em evento em São Paulo, na última quarta-feira, e viajaria em seguida para o Rio de Janeiro ao lado do vice de futebol Constantino Junior.

"Falamos com o (Pedro) Garcia antes, o Marcelo Campos (Pinto) também entrou em determinado momento e vamos novamente amanhã (quinta-feira). Tentamos argumentar para que o contrato não fosse de apenas um ano, mas eles disseram que é um procedimento da casa. Como acabamos de subir, infelizmente não estamos em posição de exigir demais", afirmou Constantino ao ESPN.com.br.

A princípio, o Santa Cruz está sozinho na parada.

Entre as demais equipes na mesma condição, existe a crítica em relação à velocidade com que o time tricolor está conduzindo o seu acordo.

Atualmente, se encontram na mesma situação o também recém-promovido América-MG, Ponte Preta, Figueirense e Chapecoense.

Segundo a reportagem apurou, eles cogitam fazer a negociação em conjunto e barganhar um valor maior para fechar contrato. Por isso, pregam a paciência nas conversas.

Assista aos gols do triunfo do Santa Cruz sobre o Vitória por 3 a 1

Em participação em evento em São Paulo, o presidente do Santa, Alírio Moraes, desabafou sobre o cenário desfavorável a seu clube e a cota menor em toda a primeira divisão. Como paralelo, Flamengo e Corinthians, por exemplo, receberão R$ 170 milhões a partir do ano que vem.

"A gente já está vivendo esse caos, falo especialmente no Nordeste. Será possível que essa situação caótica tem que passar para outras regiões desenvolvidas, para que um novo modelo tenha que nascer? A gente sabe o que é viver no inferno. Ficamos um período sem série. Jogadores de clubes qualificados no Sul deixavam de ir para o Santa Cruz porque a gente tinha a fama de não pagar. Tem que ter uma sensibilidade grande aí. Nossa experiência está aberta para todos, mas é um sistema que nos limita muito. Começo a Série A como devedor e uma cota de televisão mais baixa de todo o sistema. Como meu vice disse na reunião, a gente começa com um carimbo que vamos descer. Foi o que aconteceu este ano, três clubes que subiram, caíram para a Série B", disse Alírio.

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