Estilo, títulos e valores: compare Muricy e Sampaoli, escolhidos de candidatos do Fla

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Muricy Ramalho e Jorge Sampaoli: os 'candidatos dos candidatos' do Flamengo
Muricy Ramalho e Jorge Sampaoli: os 'candidatos dos candidatos' do Flamengo

Com a demissão de Oswaldo de Oliveira, a escolha de um novo técnico virou a grande pauta das eleições presidenciais do Flamengo. A briga nos bastidores ganhou novos contornos na terça-feira, com a Chapa Verde, de Wallim Vasconcellos, acenando com um acordo com o argentino Jorge Sampaoli - que desmentiu a versão do oposicionista. Outro nome na mesa é o de Muricy Ramalho, o escolhido da Chapa Azul, do atual mandatário Eduardo Bandeira de Mello. Até Jayme de Almeida corre por fora, como possível eleito de Cacau Cotta, candidato da Chapa Branca...

O impacto da briga de treinadores nas eleições só será descoberto no dia do pleito, em 7 de dezembro, é claro; mas, entre Sampaoli e Muricy, quem leva vantagem? Compare:

EXPERIÊNCIA

A carreira de Muricy, 60 anos, como técnico começou em 1993, no Puebla, do México, mesmo clube em que encerrou sua trajetória como jogador. Sua primeira experiência no Brasil foi no São Paulo, em que permaneceu até 1996. De lá para cá, passou por mais 13 clubes: Guarani, Shanghai Shenhua (CHN), Ituano, Botafogo-SP, Portuguesa Santista, Náutico (duas passagens), Santa Cruz, Figueirense, Internacional (duas passagens), São Caetano, Palmeiras, Fluminense e Santos - além de mais duas passagens pelo São Paulo.

Já Sampaoli estreou como técnico em seu país natal, no modesto Alumni de Casilda, em 1994. Na Argentina, inclusive, o técnico só comandou equipes de menor expressão, com o Belgrano de Arequito, Argentino de Rosario e Aprendices Casildenses. Sua primeira grande experiência veio no Peru, em 2002, quando assumiu o Juan Aurich. Por lá, também treinou o Sport Boys, o Coronel Bolognesi e o Sporting Cristal, até que, em 2007, chegou ao Chile para treinar o O'Higgins. Em 2010, foi para o Emelec, do Equador, mas logo retornou a terras chilenas para a Universidad, no trabalho que o credenciou a assumir a seleção do Chile.

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TÍTULOS

A galeria de troféus de Muricy é mais extensa que a de Sampaoli. O favorito da Chapa Azul conquistou quatro Campeonatos Brasileiro (três com São Paulo e um com o Fluminense), a Copa Libertadores (com o Santos), a Recopa (Santos) e a Copa Conmebol (São Paulo), além de sete Estaduais (três Paulistas, dois Pernambucanos e dois Gaúcho) e uma Copa da China (Shanghai Shenhua, em 1998).

Sampaoli, por sua vez, conquistou três títulos menores na Argentina, para registrar seus maiores feitos no Chile. Foi campeão da Copa Sul-Americana e tri nacional com a Universidad de Chile e participou da campanha que acabou com o título da Copa Chile - comandou o time até as oitavas de final, quando assumiu a seleção. Com a 'Roja', faturou o inédito troféu da Copa América, em 2015.

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ÚLTIMO TRABALHO

Muricy está afastado do futebol desde abril de 2015, quando encerrou sua terceira passagem pelo São Paulo. Ele havia assumido em setembro de 2013, com o time tricolor ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Comandou boa reação, e sua equipe saiu do Z-4 para acabar na nona colocação. Em 2014, com Kaká no meio-campo, seu estilo de jogo, com mais toque de bola, empolgou, e o São Paulo foi vice-campeão. Problemas de saúde e um início ruim de temporada, porém, o tiraram do comando tricolor em 2015.

Sampaoli ainda está empregado e vive um dos melhores momentos da carreira. Foi, por exemplo, indicado entre os finalistas ao prêmio de melhor técnico do ano pela Fifa, com Pep Guardiola e Luis Enrique. Justifica-se: na Copa do Mundo de 2014, fez o Chile sobreviver ao "grupo da morte", eliminando a atual campeã Holanda, e só caiu diante do anfitrião Brasil nos pênaltis. Um ano depois, conquistou a inédita Copa América para o país.

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ESTILO

Em seu último trabalho, Muricy tentou se livrar do rótulo que lhe estigmatizou em anos anteriores, o "Muricybol", marcado por uma defesa sólida - com apreço por três zagueiros - e eficiência na jogada aérea. Na terceira passagem pelo São Paulo, porém, seu time atuou no 4-2-3-1 e foi elogiado por priorizar o toque de bola. As críticas, no entanto, vieram por faltar objetividade na posse...

Sampaoli, por sua vez, é pupilo e amante do estilo de Marcelo Bielsa, priorizando sempre o lado ofensivo. Sua Universidad de Chile, por exemplo, chegou a encantar no continente, com jogo dinâmico, de troca de passes e marcação-pressão aos adversários. Tem apreço por um esquema com três atacantes, ainda que no Chile jogue com "apenas" Vargas e Alexis Sanchéz. As aspas se justificam: meio-campistas como Vidal, Valdivia ou mesmo Beausejour são frequentemente terceiros homens de frente.

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VALORES

"Já acertei, mas não adianta falar antes, vamos esperar mais uma semana. Não foi o melhor salário, mas foi algo de desafio". Foi assim que Muricy Ramalho falou sobre seu futuro, sem citar o Flamengo, nem dar detalhes sobre a proposta que recebeu. No São Paulo, porém, o técnico foi contratado ganhando R$ 350 mil mensais e melhorou o salário para R$ 500 mil ao renovar.

Ao anunciar o acordo com Sampaoli, a Chapa Verde não falou sobre valores, se limitando apenas a definir a operação como um "investimento". A Chapa Azul, de Bandeira de Mello, também procurou o argentino e ouviu um pedido de US$ 5 milhões (R$ 19,4 milhões na cotação atual) anuais para ele e sua comissão técnica - o custo mensal seria de R$ 1,61 mi.

AUXILIARES

Gazeta Press
Muricy ao lado de Tata, seu 'braço-direito'
Muricy ao lado de Tata, seu 'braço-direito'

Uma semelhança entre Muricy e Sampaoli são seus "fiéis escudeiros". O primeiro é sempre acompanhado de seu auxiliar Tata, também ex-jogador, em uma parceria que dura desde 1999, quando trabalharam juntos na Portuguesa Santista. O argentino, por sua vez, sempre teve Sebastián Beccacece a seu lado, a quem muitos apontam como peça fundamental de seu sucesso. A dupla se separou, porém, quando o auxiliar decidiu deixar a seleção do Chile para assumir, provavelmente, a Universidad de Chile - o Racing, da Argentina, também sondou o "braço-direito" de Sampaoli.

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