Nos EUA, Marin deve ficar em apartamento de luxo, mas gastando milhões, com tornozeleira eletrônica e monitorado pelo FBI

ESPN.com.br
Reuters
José Maria Marin, ex-presidente da CBF, é um dos dirigentes presos em escândalo na Fifa
José Maria Marin aceitou ser extraditado aos Estados Unidos

Preso desde 27 de maio em Zurique (Suíça), José Maria Marin é apenas o segundo membro do comitê executivo da Fifa que aceitou ser extraditado aos Estados Unidos, país onde ocorre investigação contra dirigentes ligados ao futebol.

O ex-presidente da CBF, acusado de receber e repartir propina de acordos de direitos de transmissão da Copa América e da Copa do Brasil, em princípio relutou em fechar o acordo, mas desta vez não apresentou recurso ao último pedido feito pela Justiça norte-americana, será levado sob custódia em até dez dias e vai seguir o caminho de Jeffrey Webb, até agora o único dos detidos que não está mais em solo europeu.

O ex-mandatário da Concacaf acertou sua extradição ainda em julho e foi para uma prisão em Nova York. Poucos dias depois, ele marcou presença em uma corte distrital do Brooklyn e se declarou inocente das acusações da Justiça dos EUA.

O juiz, então, ofereceu um complexo acordo para que Jeffrey Webb aguardasse o julgamento em liberdade: fiança de US$ 10 milhões (paga através de um pacote que incluiu dez propriedades da família, três carros, joias e relógios caros).

O dirigente, nascido nas Ilhas Cayman, também está em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico através de uma tornozeleira e supervisão de agentes do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Ele ainda tem de ficar em uma residência dentro do raio de 20 milhas do tribunal no Brooklyn e entregou seu passaporte às autoridades, assim como sua esposa, Kendra Gamble-Webb.

Chegando a Nova York e caso consiga um acordo similar, José Maria Marin poderá ficar em sua residência na Trump Tower, o famoso edifício construído pelo empresário e pré-candidato à presidência dos EUA na 5ª Avenida.

O cartola brasileiro é dono de um apartamento no 41º andar que possui 101 m², um quarto e um banheiro; recentemente, Cristiano Ronaldo pagou US$ 18,5 milhões por um imóvel com o dobro do de Marin na mesma torre.

Os outros cinco dirigentes ainda presos na Suíça e que lutam para não ser extraditados aos Estados Unidos são Eduardo Li (ex-presidente da associação da Costa Rica), Julio Rocha (ex-presidente da federação da Nicaragua), Costas Takkas (homem de confiança de Webb na Concacaf), Eugenio Figueredo (ex-presidente da Conmebol) e Rafael Esquivel (ex-presidente da federação venezuelana).

Getty
José Maria Marin teria apartamento na Trump Tower, em Nova Iorque, EUA
José Maria Marin teria apartamento na Trump Tower, em Nova Iorque, EUA
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