Paulo Amaral volta atrás e desiste de disputar eleição no São Paulo

Rafael Valente, de São Paulo (SP), do ESPN.com.br
Gazeta Press
Paulo Amaral, ex-presidente do São Paulo, ao lado do goleiro Rogério Ceni
Paulo Amaral, ex-presidente do São Paulo, ao lado do goleiro Rogério Ceni

Um dia após anunciar que lançaria a candidatura à presidência do São Paulo, Paulo Amaral Vasconcellos, presidente tricolor entre 2000 e 2002, desistiu de disputar o pleito do próximo dia 27 contra Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O ESPN.com.br confirmou a informação com o conselheiro Marco Aurélio Cunha na tarde deste sábado, uma vez que Amaral está fora do Brasil e não retornou as ligações.

O conselheiro havia confirmado na última sexta à reportagem que competiria com Leco pela presidência até abril de 2017. Contava com o apoio do grupo do ex-presidente Fernando Casal de Rey, homem forte no conselho tricolor.

Segundo a reportagem apurou, um dos motivos para a desistência foi a repercussão negativa, especialmente após comentário do goleiro Rogério Ceni. O capitão tricolor foi enfático na última sexta quanto perguntado sobre Paulo Amaral: "Não vale a pena falar uma palavra desse senhor. Não vale a pena citar qualquer frase desse senhor".

A relação entre Rogério Ceni e Paulo Amaral é conturbada. Tudo por conta de um desentimento ocorrido há 14 anos no São Paulo.

Em 2001, o goleiro teria anunciado à diretoria que tinha recebido uma oferta do Arsenal. Paulo Amaral, presidente do clube na época, declarou que o goleiro forjou a proposta. O ídolo são-paulino, que sempre negou a história, foi punido pelo ex-mandatário com quatro semanas de afastamento como ‘castigo'.

Amaral foi presidente do São Paulo entre 29 de abril de 2000 e 20 de abril de 2002. Há 15 anos, venceu o pleito justamente contra Leco e com diferença de apenas quatro votos.

Na gestão dele, o São Paulo foi campeão do Campeonato Paulista-2000 e do Torneio Rio-São Paulo-2001, além de vice-campeão da Copa do Brasil-2000 e da Copa dos Campeões-2001.

Como fica a eleição?

Sem Amaral, Leco aparece como candidato único neste momento para a eleição no próximo dia 27. Quem quiser concorrer com ele tem até o dia o próximo dia 22 para lançar a candidatura. É o prazo máximo para apresentar a inscrição no clube.

No momento, Leco é visto como o nome favorito para estabelecer a paz no Morumbi. Desde a renuncia de Carlos Miguel Aidar, no último dia 13, o clima deixou de ser bélico entre os conselheiros. O ex-presidente sofria muita pressão para sair, especialmente após ter sido o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, o acusar por e-mail de ganhar dinheiro por meio de comissões na contratação de jogadores e em acordos com patrocinadores.

"Poderá surgir outra candidatura, para ocupar espaço no clube, para se ver livre de aproximações se as coisas não andarem bem. Mas o dever dos grandes sao-paulinos, inclusive do Leco, será convergir, fazer um governo de restauração política, abrindo espaço aos que estão longe há muito tempo, pessoas como Fernando Casal, José Dias, evitar os que ocuparam cargos nos últimos anos em cargos principais e fazer um governo próprio sem ser rotulado por ala A ou B", disse Marco Aurélio Cunha ao ESPN.com.br.

"Ele [Leco] poderia fazer um governo de reconstrução evitando as figuras carimbadas. Para mim essa seria a chave do sucesso", completou Cunha.

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