Santos faz parceria com time de jogos virtuais, e diretor prevê futuro 'maior que futebol'

Henrique Munhos, do ESPN.com.br
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Equipe de Battlefield disputará Campeonato Mundial a partir desta quinta
Equipe de Battlefield disputará Campeonato Mundial a partir desta quinta

A partir dessa quarta-feira, começa uma parceria inédita no mercado de eSports. O Santos Futebol Clube fechou contrato com o Dexterity Team, equipe de jogos virtuais. A primeira apresentação será já nesta quinta-feira, quando o time de Battlefield (jogo de tiro) disputará um Campeonato Mundial na Alemanha.

Além do Battlefield, o Dexterity Team tem equipes de CS:GO (também jogo de tiro), League of Legends (MOBA) e Heroes of the Storm (MOBA). "Não investimos apenas em campeonatos nacionais, queremos os campeonatos internacionais. Temos cinco patrocinadores e o Santos vai nos dar grandes possibilidades como marca," disse Marcelo Almeida, diretor executivo da agora Santos Dexterity.

O Besiktas, da Turquia, é outro time de futebol que tem direitos sobre uma equipe de eSports. A integração entre jogos virtuais e futebol é cada vez maior, sendo que a final do Campeonato Brasileiro de League of Legends acontecerá na Allianz Parque, no próximo sábado.

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Jogos são febre em países como a Coreia do Sul
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"Ano passado a final do Mundial de League of Legends foi na Coreia, no estádio que sediou jogos da Copa do Mundo de futebol, e lá os jogadores virtuais já que são maiores que o futebol. Atletas de futebol inclusive são fãs dos jogadores virtuais", relatou Almeida.

A audiência online deste campeonato de League of Legends, segundo a ESPN americana, foi de 27 milhões, a frente de eventos com a final da NBA e atrás apenas do Superbowl.

Segundo o dono da Dexterity Team, um jogador das grandes equipes nacionais (que são oito) recebe de R$ 800 a R$ 3.000. Porém, cada ‘atleta' faz sua própria renda por de sua imagem, com marcas próprias, vídeos na internet e divulgação em mídias sociais. Alguns chegam a ganhar até R$ 20.000 por mês.

"A geração que está vindo agora fica no computador, e não mais na televisão. Com isso, essas crianças buscam fãs onde eles mais estão, e por isso jogadores virtuais são cada vez mais bem vistos. Daqui a 10, no máximo 15 anos, o mercado virtual será maior do que o do futebol", finalizou Marcelo Almeida.

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