'Bancada da bola' fluminense trava a CPI da Ferj

Gabriela Moreira e Thales Machado, para o ESPN.com.br
Gazeta Press
Rubens Lopes, presidente da Ferj: entidade pode ser alvo de CPI
Rubens Lopes, presidente da Ferj: entidade pode ser alvo de CPI

Se um jogo de futebol dura só noventa minutos, o jogo político tem tempo indeterminado. Quase duas semanas após ter sido protocolado um requerimento com assinaturas suficientes para criação de uma CPI da FERJ, a investigação ainda não saiu do papel. Uma resolução para ela ser votada em plenário foi publicada, mas pelas 30 assinaturas já recolhidas (seis a mais que o necessário), a CPI já poderia ser instalada sem o crivo do plenário, se a presidência da ALERJ assim quisesse. Só que o jogo não acabou e alguns parlamentares se esforçam e pressionam para que a FERJ não seja incomodada. O curioso, é que a maioria desta "bancada da bola" carioca tem ligação com o esporte.

Agora, parlamentares favoráveis, que assinaram o pedido de CPI da Ferj correm para tentar aprovar a abertura das investigações ainda antes do recesso legislativo, na semana que vem. Pela frente, adversários que ocuparam cargos de destaque no futebol fluminense nos últimos anos. O placar está indefinido: 30 deputados já se mostraram a favor da investigação, mas nem todos tiveram a chance de assinar o documento. Quando for a plenário, a CPI precisará de 36 votos para ser aprovada.

Ex-presidentes da SUDERJ são contra a CPI da FERJ

Entre os deputados que se movimentam contra a instalação da CPI está o presidente da Comissão de Esportes da Alerj, Chiquinho da Mangueira, do PMN. Presidente da Suderj por seis anos no fim da década de 1990, início da de 2000, quando o presidente da FERJ ainda era Eduardo Viana, o "Caixa D´água". Chiquinho tem o apoio do ex-secretário de Esportes do Rio, o também deputado estadual André Lazaroni.

Lazaroni também foi presidente da Suderj entre 2013 e 2014, já na gestão de Rubens Lopes, e é a grande influência do PMDB na Alerj, partido cujo presidente, Jorge Picciani, é o presidente da Assembleia e assinou o pedido de abertura da CPI. Líder da maior bancada da casa, é peça fundamental para conseguir com que os deputados, principalmente de seu partido, votem contra a instalação da comissão.

A reportagem pediu para falar com Lazaroni, mas através da assessoria ele disse que não se negou a assinar, mas que vai aguardá-la em plenário. O deputado informou que ficou sabendo da existência da CPI pelo Diário Oficial. Chiquinho da Mangueira também foi procurado, mas não enviou resposta.

A SUDERJ, Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro, é um órgão fundado em 1975, gerido pelo Governo do Estado. Entre as responsabilidades da Suderj está a gestão o controle do contrato do Maracanã com o Estado.

Outro que não apoia a comissão é o ex-jogador e atual deputado Bebeto (Solidariedade) que disse não ver indícios de irregularidade na federação. Além dele, Dica e Rosenverg Reis, ambos do PMDB, também se manifestaram contra a CPI.

A resolução com o pedido de abertura foi publicada no Diário Oficial na semana passada. O autor da proposta de CPI é Jorge Felippe Neto, líder do PSD na Alerj.

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