Gols, falsidade ideológica e pedido para sair: a primeira passagem de Sheik pelo Fla

ESPN.com.br
Vipcomm
Emerson comemora um gol em sua primeira passagem pelo Flamengo, em 2009
Emerson comemora um gol em sua primeira passagem pelo Flamengo, em 2009

Emerson está próximo de acertar a volta ao Flamengo e iniciar a sua segunda passagem pelo clube. Agora, o lado polêmico, o faro de gol já são de conhecimento público. Bem diferente do jogador que chegou à Gávea em março de 2009 ainda desconhecido do público brasileiro, com vontade de se afirmar na terra natal, mas que bateu o pé para deixar o Rubro-Negro meses depois, seduzido por uma proposta milionária.

Nesta época, o atacante ainda nem era Sheik, apelido que ganhou ao assumir a vaga de titular da equipe. Emerson era sonho de consumo do então vice de futebol do clube, Kleber Leite, há pelo menos três anos. Ao pagar a rescisão do próprio bolso e deixar o Al Sadd, do Qatar, o atleta, então com 30 anos, aceitou o convite do dirigente para vestir a camisa rubro-negra. E, de imediato, uma polêmica foi levantada.

Corria na Justiça um processo por falsidade ideológica contra o jogador, revelado pelo São Paulo. Seu nome de batismo era Márcio Passos de Albuquerque, nascido em 6 de setembro de 1978, em Nova Iguaçu. Ele acabou detido pela Polícia Federal ao usar documentos om o nome de Márcio Emerson Passos, supostamente com a intenção de diminuir a idade em três anos. O atacante admitiu o problema à época:

"Errei e o único prejudicado fui eu. Estou amadurecido e as pessoas vão conhecer o Emerson pai de família e um jogador que vai ajudar o clube. O contrato terá duração de quatro meses, com cláusula de opção para o clube estendê-lo por um ano", disse Emerson.

De início, deu certo. O atacante estreou pelo clube no dia 5 de abril de 2009, ao entrar na vaga de Egídio no fim de um Fla-Flu. De cara, mostrou estrela: marcou o gol do empate em 1 a 1 com o rival, já no finzinho do jogo. Daí para alcançar a vaga de titular foi um pulo. Com Sheik no ataque, o Flamengo de Cuca foi tricampeão carioca sobre o Botafogo.

Na Copa do Brasil, o atacante marcou o gol que classificaria o Flamengo às semifinais da competição, no empate em 1 a 1 com o Internacional em Porto Alegre. Mas Andrezinho, no fim da partida, sacramentou a eliminação rubro-negra. Emerson, ainda assim, continuou em alta. E iniciou o Brasileiro como titular, fazendo dupla infernal com Adriano, o Imperador, de volta ao clube.

O ataque funcionava, mas o time claudicava na tabela. E o bom futebol de Emerson chamou atenção do exterior. Do seu mundo árabe. O Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, chegou forte para contratá-lo. Emerson balançou. E decidiu que era hora de ir embora em agosto, pouco mais de quatro meses após chegar ao clube. A diretoria rubro-negra, claro, não gostou. E tentou resistir. Emerson, no entanto, insistiu pela liberação. Pediu para ir embora do clube.

"Emerson pediu para sair e será atendido. Recusamos três propostas, de 1,5 milhão, 1,8 milhão e dois milhões de dólares. Até chegar a última, de 2,4 milhões. Fui até onde achei que a corda suportava. No futebol atual, ninguém consegue segurar um jogador se ele não desejar permanecer. Ele só não pode beijar o escudo do clube", disse o vice de futebol recém-chegado ao cargo à época, Marcos Braz.

A multa rescisória estipulava um valor de quatro milhões de dólares. O clube abriu mão de grande parte. Emerson deixou o Flamengo após 26 jogos e 11 gols. E ainda em situação difícil na tabela do Brasileiro: em 14º lugar, com 21 jogos e 27 pontos, seis acima da zona de rebaixamento. No fim, o time acabou campeão brasileiro com Petkovic, Adriano e companhia. Mas sem Emerson, que se considera campeão até hoje. Mas que encerrou sua primeira passagem pela Gávea ao pedir para sair.

Mauro analisa Emerson Sheik: 'Jogador que pode trazer mais problemas que solução'
Comentários

Gols, falsidade ideológica e pedido para sair: a primeira passagem de Sheik pelo Fla

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.