Agente diz que Geferson não é 'convocação de empresário' e cita passado de Dunga

Marcus Alves, de Teresópolis (RJ), para o ESPN.com.br
Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press
Geferson teve ascensão meteórica no Inter e na seleção brasileira
Geferson teve ascensão meteórica no Inter e na seleção brasileira

Foram cerca de 30 minutos de entrevista coletiva. Nas perguntas realizadas ao coordenador de seleções Gilmar Rinadi, na última segunda-feira, na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, a convocação do lateral-esquerdo do Inter, Geferson, teve destaque.

Foram uma, duas, três questões sobre o novato desconhecido até a última sexta-feira.

O anúncio do substituto de Marcelo, do Real Madrid, cortado, provocou estranheza.

Não apenas pelo fato de carregar praticamente nenhum passado com a seleção, mas também por contar até então com apenas 16 partidas entre os profissionais no Beira Rio.

Uma ascensão meteórica que não demorou a suscitar entre os torcedores insinuações de uma possível influência de seus empresários nos bastidores. Bené Sobrinho, ligado ao grupo alemão Rogon - o mesmo que administra as carreiras de Roberto Firmino e Luiz Gustavo, desconvocado -, afasta de vez a possibilidade.

"Nossa, acho que essa é uma situação em que se levantar qualquer polêmica sobre isso é realmente leviano. Quem conhece o Dunga logo descarta uma hipótese dessas, meu Deus do céu. Não gostaria nem de manifestar meu descontentamento com uma situação dessas. Se o treinador convocou, foi porque ele viu talento no Geferson, não existe outro caminho. Qualquer coisa diferente, entramos numa área em que é fácil demais levantar falso testemunho e difícil provar", afirmou Sobrinho, um de seus representantes, ao ESPN.com.br.

Geferson desembarcou na Granja Comary no meio da tarde desta segunda-feira, após atraso no voo que vinha de Porto Alegre e também contava com Dunga, seu auxiliar Andrey Lopes e Taffarel.

"Pega meu histórico e da empresa em que trabalho, não tem nenhuma relação desse nível com clube ou empresário", prosseguiu o agente.

"Se você for levantar os 20 clubes da Série A, não sobra muita opção. Não estou querendo desmerecer ninguém, mas são poucas opções. Ele estava pensando na olímpica. Nessa fase que atravessamos no país, temos de lidar com um mundaréu de acusações e provar que não tem batom na cueca", completou.

O coordenador de seleções Gilmar Rinaldi se pronunciou espontaneamente na coletiva para esclarecer que não há influência de terceiros nas convocações da seleção.

A surpresa com o nome de Geferson foi ainda maior porque o discurso de Dunga era o de que não levaria para competições oficiais jogadores não testados somada à sua ausência na lista de espera para a Copa América.

"Na verdade, não é que mudaram (as exigências). Até brinquei com o Dunga: se convoca veterano demais, é criticado; se convoca jovem demais, é criticado da mesma forma", sorriu Rinaldi.

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