Rússia detona ação dos EUA na Fifa: 'Parem de fazer justiça além das fronteiras'

ESPN.com.br com agência AFP
Anadolu Agency/Getty
Sergei Lavrov, ministro de relações exteriores da Rússia
Sergei Lavrov, ministro de relações exteriores da Rússia 

A Rússia não gostou nem um pouco da ação da polícia norte-americana, que prendeu dirigentes da Fifa acusados de corrupção. Nesta quarta-feira (27), o Ministério de Relações Exteriores russo atacou a atitude dos Estados Unidos e definiu como "ilegal".

Em um comunicado, o ministério afirmou que se trata de "outro caso ilegal e extraterritorial da lei norte-americana". Além disso, pede que os EUA "parem de tentar fazer justiça além de suas fronteiras".

"Sem entrar em detalhes sobre as acusações ... este é claramente um caso de uso extraterritorial ilegal de lei norte-americana", aponta o comunicado no site do Ministério das Relações Exteriores russo.

"Esperamos que isso não irá de forma alguma ser utilizado para lançar uma sombra sobre a organização internacional do futebol como um todo e as suas decisões. Mais uma vez vamos pedir a Washington para parar tentativas de fazer justiça muito além de suas fronteiras usando suas normas legais. E para seguir os procedimentos legais internacionais", aumentou.

Entenda o caso

A dois dias da eleição para a presidência, um terremoto sacode a Fifa. Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.

Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um "esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol". Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.

O brasileiro J.Hawilla, dono da Traffic, conhecida empresa de marketing esportivo, é um dos réus que se declararam culpados, assim como duas empresas de seu grupo, a Traffic Sports International Inc. and Traffic Sports USA Inc. Em dezembro de 2014, segundo a justiça dos EUA, ele concordou em pagar mais de 151 milhões de dólares, sendo que US$ 25 mi foram pagos na ocasião. As acusações são de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

Além de Hawilla, também se declararam culpados o norte-americano Charles Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf e ex-representante dos EUA no Comitê Executivo da Fifa; Daryan e Daryll Warner, filhos do ex-presidente da Fifa Jack Warner.

 

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