Justiça suíça diz que bloqueou contas bancárias em investigação sobre Fifa

ESPN.com.br com agência Reuters
REUTERS/Arnd Wiegmann
Hotel Baur au Lac Zurique Fifa Suíça 27/05/2015
Hotel Baur au Lac, em Zurique, onde foram feitas as prisões nesta quarta

A Justiça Federal da Suíça informou nesta quarta-feira que bloqueou contas em diversos bancos no país após a polícia prender algumas das figuras mais poderosas do futebol mundial nesta quarta-feira em casos de corrupção investigados na Suíça e nos Estados Unidos.

"Na sequência de três pedidos dos EUA de assistência jurídica, a Justiça Federal da Suíça também ordenou o bloqueio de contas em diversos bancos na Suíça, pelos quais os subornos possivelmente passaram, assim como a apreensão de documentos bancários relacionados", informou a Justiça em nota.

A Justiça suíça disse ainda que outra autoridade do futebol procurada foi presa a pedido dos Estados Unidos, e identificou os já presos como Eugenio Figueredo, Eduardo Li, José Maria Marin, Julio Rocha, Costas Takkas, Jeffrey Webb e Rafael Esquivel, com extradição pendente.

Entenda o caso

A dois dias da eleição para a presidência, um terremoto sacode a Fifa. Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.

Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um "esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol". Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.

O brasileiro J.Hawilla, dono da Traffic, conhecida empresa de marketing esportivo, é um dos réus que se declararam culpados, assim como duas empresas de seu grupo, a Traffic Sports International Inc. and Traffic Sports USA Inc. Em dezembro de 2014, segundo a justiça dos EUA, ele concordou em pagar mais de 151 milhões de dólares, sendo que US$ 25 mi foram pagos na ocasião. As acusações são de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

Além de Hawilla, também se declararam culpados o norte-americano Charles Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf e ex-representante dos EUA no Comitê Executivo da Fifa; Daryan e Daryll Warner, filhos do ex-presidente da Fifa Jack Warner.

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