Escândalo na Fifa: brasileiro dono da Traffic admitiu culpa e concordou pagar R$ 450 milhões

ESPN.com.br
Gazeta Press
Brasileiro José Hawilla, dono da Traffic, é um dos que admitiram culpa em escândalo da Fifa
Brasileiro José Hawilla, dono da Traffic, é um dos que admitiram culpa em escândalo da Fifa

O escândalo que abalou a Fifa na manhã desta quarta-feira tem três brasileiros envolvidos. O ex-presidente da CBF José Maria Marin é um dos sete executivos da entidade que foram presos na Suíça, mas não é o único acusado pela Justiça norte-americana no caso: os empresários J. Hawilla e José Lázaro Margulies também são citados.

O primeiro é mais conhecido do grande público. Hawilla é o dono da Traffic, renomada empresa de marketing esportivo brasileira. Na investigação conduzida pelo FBI, ele é um dos quatro que já se declararam culpados de acusações que incluem extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

No dia 12 de dezembro de 2014, segundo informa a justiça norte-americana, Hawilla se declarou culpado das acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça e concordou em pagar multa de 151 milhões de dólares (mais de R$ 450 milhões), sendo que US$ 25 mi (R$ 66,2 mi na cotação da época) foram acertados no ato.

Cinco meses mais tarde, em 14 de maio de 2015, duas empresas do grupo Traffic, de Hawilla, a Traffic Sports USA Inc. e Traffic Sports International Inc. também se declararam culpadas da acusação de conspiração para fraude. São as únicas pessoas jurídicas citadas como acusadas no documento da justiça dos EUA.

Antes disso, em julho e outubro de 2013, Daryll e Daryan Warner, filhos do ex-presidente da Concacaf Jack Warner, já haviam admitido culpa - o segundo também pagou multa, de 1,1 milhão de dólares (R$ 2,9 mi). Em novembro de 2013, Charles Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf e ex-representante dos EUA no Comitê Executivo da Fifa, se tornou o quarto investigado a se declarar culpado - seu pagamento foi superior a US$ 1,9 milhão (R$ 5 mi).

Segundo o FBI, "todo o dinheiro pago pelos réus está sendo mantido em reserva para garantir sua disponibilidade para satisfazer qualquer ordem de restituição que entre na sentença, para o benefício de quaisquer pessoas ou entidades que se qualificam como vítimas de crimes dos réus sob a lei federal" norte-americana.

José Lázaro Margulies - O outro brasileiro citado como acusado no escândalo é proprietário de empresas de transmissão de eventos esportivos. No relatório, é citada a "Valente Corp. and Somerton Ltd.". Ele, supostamente, "serviu como um intermediário para facilitar pagamentos ilícitos entre os executivos de marketing esportivo e autoridades do futebol".

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