Problema entre atletas e CBFS impede PC Oliveira de começar trabalho

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Getty
Seleção brasileira de futsal, na final do último Mundial, contra a Espanha
Seleção brasileira de futsal, na final do último Mundial, contra a Espanha

Anunciado como técnico da seleção brasileira de futsal na última quinta-feira, PC Oliveira declarou nesta segunda-feira que ainda não se sente técnico do elenco do País. Para ele, o boicote de alguns jogadores à Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) é o principal entrave para formar sua equipe.

"O caminho é o diálogo entre as partes. Isso já se tornou pessoal, e quem está sendo penalizado é o esporte. Hoje não posso convocar a seleção, porque tenho que saber se o jogador está querendo ser chamado ou não. Ainda não me sinto o técnico, pois, além desses problemas entre atletas e confederação, não temos sequer material e local para treinar", revelou PC Oliveira em entrevista ao canal SporTV.

"Não quero ser o elo. Atletas e presidência precisam se entender, até porque temos eliminatórias no fim do ano. O caminho é a profissionalização da seleção. Eu preciso falar com o presidente pra ver se eu sou realmente a pessoa indicada pro projeto deles", agregou o novo comandante da seleção.

Sem atuar desde novembro de 2014, a seleção acabou sendo o principal estopim de uma crise no início deste ano. Com muitas dividas e impossibilidade de negociar patrocínios com estatais após ter problemas em seu balanço, a CBFS antecipou suas eleições para março, além de ter cancelado a Copa América da modalidade.

Liderados por Falcão, os jogadores não gostaram e protestaram, chegando a lançar a candidatura do ex-atleta Nilton Romão para a presidência da entidade, mas ele acabou desistindo e Marcos Madeira foi eleito. O vencedor da eleição, que contou com apenas uma chapa, se aliou com Louise Bedé, que fazia parte da administração anterior, causando mais revolta nos atletas.

"Virou pessoal. Pela primeira vez temos um presidente honesto. Pelo menos todas as referências que eu tenho do Madeira são boas. Se discutia sobre transparência e isso está acontecendo hoje. Não vale a pena levar esse conflito adiante por uma pessoa da chapa (Louise Bedé)", acredita PC Oliveira.

O técnico também acredita que o Brasil tem que se reorganizar de maneira geral, principalmente pela chance da modalidade entrar no calendário olímpico nas próximas edições do evento esportivo.

"As chances de estarmos presentes de estarmos nos Jogos Olímpicos é muito grande. Por isso, nós precisamos nos reorganizar, precisamos de metodologia de formação de treinamento, temos que nos aproximar do mundo do futebol", sentenciou.

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