Botafogo fica no zero com o Atlético-GO e perde 100% na Série B

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Veja os melhores momentos do empate entre Atlético-GO e Botafogo por 0 a 0 

Depois de duas vitórias nas duas primeiras rodadas da Série B, o Botafogo ficou no empate com o Atlético-GO, por 0 a 0, neste sábado em Brasília, e perdeu o aproveitamento de 100% na competição. Apesar de ter tido boas chances no segundo tempo, o time carioca, que jogou como visitante, não conseguiu balançar as redes no estádio Mané Garrincha.

O resultado, no entanto, manteve a invencibilidade do Botafogo, que está na terceira colocação com sete pontos, dois a menos do que o líder Náutico. Já o Atlético-GO está na oitava posição, com quatro pontos.

O placar fez justiça ao desempenho das duas equipes. O Botafogo alternou bons e maus momentos, mas nunca chegou a ter o controle total da partida, mostrando pouca objetividade no ataque. O Atlético-GO também foi pouco ousado, mas conseguiu criar as melhores chances, desperdiçadas pela má qualidade dos seus atacantes

Na quarta rodada, no próximo sábado, o Alvinegro vai receber o Vitória, no Engenhão. No mesmo dia, o Atlético-PR vai visitar o Criciúma, no Heriberto Hulse.

O jogo

Apoiado pela torcida que compareceu para incentivar a equipe carioca, o Botafogo começou animado. Antes do primeiro minuto, Gilberto tabelou com Lulinha e cruzou para a entrada de Bill, mas o goleiro Márcio se antecipou e fez a defesa. A resposta do Atlético Goianiense foi rápida e Rafinha assustou o goleiro Jefferson com um chute muito perigoso.

Aos quatro minutos, o goleiro alvinegro teve que sair com precisão para impedir que Zezinho alcançasse a bola. O time goiano mostrava mais agressividade, enquanto o Botafogo tocava a bola com lentidão, tentando buscar espaços na defesa do Atlético. Aos sete minutos, após rebatida equivocada do zagueiro Rafael, a bola caiu na cabeça de Lulinha que completou para o gol, mas errou completamente e mandou longe do gol defendido por Márcio.

As duas equipes marcavam com intensidade, o que impedia um melhor desenvolvimento da partida. O Botafogo concentrava cinco jogadores na armação e Bill, isolado no ataque, quase não tocava na bola.

Aos 15 minutos, Lulinha invadiu a área, se livrou da marcação e bateu cruzado, mas a zaga goiana conseguiu bloquear o chute do atacante alvinegro.

O Botafogo tinha mais posse de bola, mas não tinha objetividade no ataque e criava poucas oportunidades para finalizar. O Atlético, mais cauteloso, mantinha apenas Arthur na frente e tentava explorar as falhas cometidas pelo time carioca.

Aos 26 minutos, o Atlético Goiano criou a primeira grande chance para marcar. Um erro de posicionamento permitiu que o atacante Arthur recebesse livre na área. O jogador goiano mandou a bomba, mas Jefferson defendeu parcialmente e a zaga afastou o perigo. Logo depois, o técnico Marcelo Martelotte foi obrigado a queimar a primeira substituição porque o meia Zezinho, com estiramento muscular, foi obrigado a deixar o campo.

O time carioca quase não utilizava os laterais para apoiar o ataque. Gilberto era obrigado a se preocupar com Rafinha que sempre caía pelo seu setor, enquanto Pedro Rosa mostrava muita timidez e quase não se aventurava no ataque. Bill continuava isolado na frente e, para participar do jogo, era obrigado a correr atrás dos zagueiros.

Aos 38 minutos, Daniel Carvalho percebeu que o goleiro Márcio estava adiantado e mandou por cobertura, mas a bola subiu demais e encobriu o travessão. Aos 43 minutos, Arthur, de cabeça, colocou a bola nas redes, mas a arbitragem invalidou o lance, marcando impedimento do atacante.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com Diego Jardel no lugar de Daniel Carvalho, mas o Atlético Goianiense retornou com mais agressividade. Aos três minutos, Rafinha recebeu na esquerda e tentou o cruzamento, mas a bola acabou batendo no travessão. Dois minutos depois foi a vez de o lateral-esquerdo Sidclei que tabelou com Rafinha e entrou na área, mas foi desarmado na hora da conclusão.

Só aos seis minutos é que o Botafogo deu sinal de vida com um chute violento e perigoso de Willian Arão. Logo depois, Lulnha fez boa jogada pela direita e cruzou para Bill, na pequena área, mas Márcio saltou e ficou com a bola.

O time alvinegro melhorou de produção e quase marcou o primeiro gol, aos 13 minutos, quando Diego Jardel se livrou de Rafael e bateu forte, mas a bola bateu no travessão e saiu. Logo depois, foi a vez de Elvis receber na entrada da área e chutar rasteiro, mas o goleiro Márcio desviou para escanteio.

O Botafogo adiantou suas linhas e quase foi surpreendido aos 17 minutos. Rafinha arrancou em velocidade e lançou para Arthur nas costas de Renan Fonseca. O atacante driblou Jefferson que saiu do gol, mas bateu na rede, pelo lado de fora, desperdiçando a melhor chance da sua equipe.

Aos 27 minutos, a equipe de Goiás criou outra grande chance para marcar. Ailton lançou Ayrton que chegou a passar pelo goleiro Jefferson, mas perdeu o ângulo e recuou para Arthur que tentou cruzar e mandou para fora.

O jogo ficou aberto, e o goleiro Márcio voltou a aparecer bem, desviando um chute de Tomas que tinha endereço certo. Logo depois, o mesmo Tomas invadiu pela esquerda e cruzou para Bill, na área, mas o atacante não conseguiu completar. Logo depois, o Alvinegro carioca voltou a criar condições para marcar, mas seus jogadores se atrapalharam e desperdiçaram a oportunidade. Nos minutos finais, o Botafogo pressionou, mas não alcançou sucesso em suas tentativas.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-GO 0 X 0 BOTAFOGO

Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 23 de maio de 2015, sábado
Horário: 16h30 (de Brasília)
Público: 7.822 pagantes
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Fabrício Porfirio de Moura e Marco Antônio de Andrade Motta Júnior (ambos de SP)
Cartões amarelos: Arthur e Rafael (Atlético-GO); Bill (Botafogo)

ATLÉTICO-GO: Márcio; Éder Sciola, Marcus Vinicius, Rafael e Sidcley (Samuel); Anderson Pedra, Pedro Bambu, Zezinho (Sérgio Manoel) e Ailton; Arthur e Rafinha (Ayrton)
Técnico: Marcelo Martelotte

BOTAFOGO: Jefferson; Gilberto, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Pedro Rosa; Willian Arão, Camacho (Airton), Daniel Carvalho (Diego Jardel) e Elvis (Tomas); Lulinha e Bill
Técnico: René Simões

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