Vladimir salva, Santos vence Palmeiras nos pênaltis e é campeão Paulista

Camila Mattoso, de Santos (SP), do ESPN.com.br
Veja os gols de Santos (campeão) 2 (4) x (2) 1 Palmeiras 

O Santos é o campeão paulista. Depois dos pênaltis, em duelo dramático, o torcedor alvinegro pode gritar à vontade. No tempo normal, o time de Marcelo Fernandes saiu na frente, abriu vantagem com David Braz e Ricardo Oliveira, mas viu o Palmeiras reagir aos 20 minutos do segundo tempo, com Lucas, em um belo passe de Valdivia: 2 a 1. Embalado com seu funk, Robinho foi garçom nos dois gols e depois foi substituído.

Com o placar de 2 a 1, a partida foi para os pênaltis, já que o alviverde foi à Vila Belmiro com o resultado de 1 a 0 conquistado no Allianz Parque.

Vladimir defendeu a cobrança de Rafael Marques, enquanto Jackson bateu na trave. Perfeitos, os donos da casa não erraram e puderam, enfim, comemorar o 21º título no campeonato.

O goleiro também foi decisivo durante o duelo, fazendo duas defesas fundamentais para garantir o título da sua equipe.

Essa foi a sétima final seguida do alvinegro, desde 2009: ganhou quatro vezes e foi vice nas outras três oportunidades. O alviverde, por outro lado, não chegava a uma decisão desde 2008, última vez que foi campeão, em cima da Ponte Preta.

Gazeta Press
Robinho comemora com a taça: o Santos é campeão paulista de 2015
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A vitória desta temporada é também a superação do vexame do ano passado, quando o Santos perdeu o título estadual para o Ituano, na época comandado por Doriva, que ganhou nos pênaltis, no segundo confronto.

Para ser campeão, o Santos teve um longo caminho.

Sob nova gestão, de Modesto Roma Jr., o clube passou por algumas mudanças neste ano, como a saída de alguns jogadores por atrasos salariais, como Mena, Arouca, Damião, Aranha e Edu Dracena. Mesmo com a crise financeira, a diretoria apostou em alguns reforços, como Ricardo Oliveira, 34 anos, já menos badalado pela idade. 

No meio do campeonato, o então treinador Enderson Moreira foi demitido, depois de ter alguns conflitos com o elenco. A cúpula alvinegra bancou a efetivação de Marcelo Fernandes, interino na época, que trabalha agora com a ajuda de Serginho Chulapa e amplo apoio dos jogadores. 

O que aconteceu nos 90 minutos:

Hino sem palmeirenses

Uma cena bizarra aconteceu logo no início do clássico: o Palmeiras demorou para entrar em campo, o Santos perfilou, como acontece normalmente, e o hino nacional começou a tocar sem a presença dos jogadores do alviverde. Ao final da música, o time de Oswaldo de Oliveira apareceu, ainda acenou para a torcida e, depois, foi cumprimentar os adversários. Com isso, o segundo duelo da final começou atrasado. Marcado para as 16 horas deste domingo, o confronto teve início às 16h10.

Valdivia sem dor no joelho

O meia chileno era dúvida até minutos antes da partida, pelo menos pelo mistério feito por Oswaldo de Oliveira. Praticamente no primeiro lance do duelo, o jogador tomou um belo chapéu de Renato. Aos 8 da primeira etapa, o atleta tomou cartão amarelo por ter acertado um chute em Chiquinho, após ter cometido falta. Valdivia ficou mais tranquilo, mas sem grandes jogadas. No segundo tempo melhorou, dando assistência para Lucas marcar o gol do Palmeiras.

Robinho recuperado da coxa

Também tinha ficado fora do primeiro confronto, mas se recuperou para a grande decisão. Entrou solto, dando toques de efeito e participando bastante do jogo. Foi fundamental para os dois gols do Santos, de David Braz e Ricardo Oliveira, sendo garçom nos dois lances. Deu até dura em Geuvânio, quando segurou demais a bola.

Garçom

O primeiro gol do jogo saiu aos 29 minutos do primeiro tempo. Em jogada de falta, Lucas Lima cobrou, a zaga palmeirense afastou, Valencia jogou de volta para a área, Robinho recebeu sozinho e tocou com tranquilidade para David Braz, que sem marcação só colocou para dentro da meta adversária. Jogada legal, embora o alviverde tenha ficado esperando o impedimento.

Ricardo Oliveira não perdoa

Aos 47 minutos, Robinho deu um toque de cabeça, a bola sobrou para Ricardo Oliveira, já quase na entrada da área, que ganhou na dividida com Vitor Hugo, ficou cara a cara com Prass e não perdoou.

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Dudu expulso e aos prantos

Já no finalzinho da primeira etapa, Dudu se entrelaçou com Geuvânio, perto da área santista, e os dois acabaram expulsos de campo. Irritado com a decisão do árbitro, o jogador alviverde deu um empurrão em Guilherme Ceretta de Lima. Saiu de campo aos prantos, consolado por alguns companheiros.

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Intervalo sem vestiário

No meio tempo, o time de Marcelo Fernandes não foi para o vestiário. A equipe ficou descansando dentro de campo, no círculo central, com acompanhamento dos médicos e auxiliares.

Vladimir, a muralha

O goleiro santista voltou do intervalo e fez duas grandes defesas. Cleiton Xavier, que entrou no lugar de Robinho no segundo tempo, cobrou escanteio, Rafael Marques deu de cabeça e Vladimir parou a bola na linha do gol. Minutos depois, Zé Robertou mandou um chute de fora, no ângulo direito do defensor, que conseguiu chegar para espalmar e impedir o gol do alviverde.

Fim do milagre, reação alviverde

Pouco tempo depois de ser muralha, Vladimir não conseguiu evitar a reação do Palmeiras. Valdivia deu um belo passe para Lucas, decisivo nas fases finais do Paulista, marcar o primeiro da equipe. 2 a 1.

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Protesto Rede Globo

Os santistas se manifestaram mais uma vez contra a Rede Globo. Nas arquibancadas, não foi diferente: "Chupa, Rede Globo, é o meu Santos na final de novo". A música também tinha sido cantada nos minutos finais do confronto contra o São Paulo, na semifinal. Nesta edição da competição, o Santos teve apenas dois jogos transmitidos em TV aberta - o Palmeiras teve seis, o São Paulo, 11, e o Corinthians, 15.

Palmeiras com nove em campo

O Palmeiras ficou com nove jogadores em campo, aos 31 minutos do segundo tempo. Victor Ramos foi expulso após fazer falta em Ricardo Oliveira na entrada da área. Logo em seguida, Oswaldo de Oliveira tirou Valdivia e colocou Jackson.

Gol anulado

O time de Oswaldo fez o segundo, aos 43 minutos, mas o gol foi anulado pelo árbitro, corretamente, já que Amaral estava em posição de impedimento no momento que tocou a bola para as redes.

O milagre de Prass

Depois das grandes defesas de Vladimir, foi a vez de Fernando Prass. Aos 44 do segundo tempo, ele ficou cara a cara com Ricardo Oliveira e conseguiu evitar o terceiro e salvar o Palmeiras.

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Campanha do Santos no Paulista:

Finais:
Santos 2 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Santos

Semifinal:
Santos 2 x 1 São Paulo

Quartas de final:
Santos 3 x 0 XV de Piracicaba

Fase de grupo:
Santos 2 x 0 Rio Claro
Corinthians 1 x 1 Santos
Santos 2 x 2 São Bento
Ponte Preta 3 x 1 Santos
Santos 1 x 0 Audax
Marília 1 x 4 Santos
Santos 2 x 1 Palmeiras
Botafogo 0 x 3 Santos
Santos 4 x 2 Linense
Portuguesa 1 x 3 Santos
São Bernardo 0 x 1 Santos
Santos 0 x 0 São Paulo
Santos 2 x 1 Red Bull
Mogi Mirim 0 x 0 Santos
Santos 3 x 0 Ituano

FICHA TÉCNICA:
SANTOS (4) 2 x 1 (2) PALMEIRAS


Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 3 de maio de 2015, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Alex Ang Ribeiro
Público: 14.662 espectadores
Renda: R$ 1.555.280,00
Cartões amarelos: Valencia e David Braz (Santos); Valdivia, Gabriel e Lucas (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Geuvânio (Santos); Dudu e Victor Ramos (Palmeiras)
Gols:
Santos: David Braz, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Ricardo Oliveira, aos 43 minutos do primeiro tempo
Palmeiras: Lucas, aos 19 minutos do segundo tempo
Pênaltis:
Palmeiras: Cleiton Xavier (gol), Rafael Marques (goleiro), Jackson (trave) e Leandro Pereira (gol)
Santos: David Braz (gol), Gustavo Henrique (gol), Victor Ferraz (gol) e Lucas Lima (gol)

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Werley (Gustavo Henrique), David Braz e Chiquinho; Valencia (Leandrinho), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho (Cicinho) e Ricardo Oliveira
Técnico: Marcelo Fernandes

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Amaral) e Robinho (Cleiton Xavier); Rafael Marques, Valdivia (Jackson) e Dudu; Leandro Pereira
Técnico: Oswaldo de Oliveira

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