Números e fatos que explicam por que Mayweather x Pacquiao é a luta do século

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Os números e fatos que provam que Mayweather x Pacquiao é a luta do século
Por que Floyd Mayweather Jr. x Manny Pacquiao é a luta do século do boxe?

Nunca na historia do boxe um combate gerou tanta expectativa e tantos milhões de dólares: o duelo deste sábado entre Manny Pacquiao e Floyd Mayweather, em Las Vegas, merece mais do que qualquer outro o rótulo de 'luta do século'.

Os dois pugilistas estão longe de serem gigantes pela altura (o filipino tem 1,69 m e o americano 1,73 m) e pesam apenas 67 quilos, mas conseguiram entrar no patamar de lendas como os pesos pesados Mohamed Ali, George Foreman, Mike Tyson.

"É a maior luta da história do boxe", cravou Mayweather, sem titubear. A história dirá se esta afirmação é legítima, mas o certo é que os números dão razão ao americano:

  • 1,5
  •  
  • bilhão de reais. É o valor total que se prevê arrecadar na luta, entre renda com pay per view, publicidade e direitos de TV para cerca de 150 países.
  • 900
  •  
  • milhões de reais serão arrecadados somente nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico com pay per view.
  • 222
  •  
  • milhões de reais serão arrecadados com venda de ingressos, apesar de somente 16.800 espectadores poderem presenciar in loco o combate, que será realizado no hotel e casino MGM, em Las Vegas. Com um público quatro vezes menores que o do Super Bowl, a luta arrecadará 14 milhões de dólares (mais de R$ 40 mi) a mais que o maior evento do futebol americano.
  • 120
  •  
  • milhões de reais foi a quantia paga pelo Hotel e Casino MGM para sediar o evento
  • 408
  •  
  • milhões de reais é recorde de arrecadação de uma luta de Mayweather, quando enfrentou Oscar de la Hoya em de maio de 2007.
  • 360
  •  
  • milhões de reais. A bolsa garantida a Mayweather pela luta, um valor que poderia crescer com a porcentagem do PPV, publicidade e ingressos. Mais do que suficiente para a manutenção de seu estilo de vida:
'Money' Mayweather mostra sua mansão e seus 'brinquedos'
  • 240
  •  
  • milhões de reais é a bolsa garantida a Pacquiao.
  • 75
  •  
  • mil reais é o custo de cada um dos três protetores bucais de Mayweather para esta luta. Os objetos foram confeccionados com ouro, diamantes e notas reais de 100 dólares.
  • 3
  •  
  • mil: o número de esmeraldas no cinturão do campeão, que será entregue pelo Conselho Mundial de Boxe.
  • 420
  •  
  • mil reais: o preço de revenda de um ingresso para a luta Mayweather-Pacquiao.
  • 2
  •  
  • minutos: tempo que duraram até serem esgotados os 1.000 ingressos postos a venda na quinta-feira, com preços entre R$ 4.500 e R$ 22.500.

Números recordes para um esporte que parece renascer das cinzas, enquanto muitos diziam que o boxe não teria condição de resistir à concorrência do MMA, que, por ironia do destino, vive justamente horas sombrias, com casos de doping e problemas extra-esportivos dos seus ídolos.

Mais que as cifras astronômicas, o que está em jogo é o legado dos pugilistas na história do boxe. Neste quesito, Mayweather tem muito a perder. Ele está invicto depois de 47 combates e pretende se aposentar ainda neste ano, sem conhecer uma derrota.

Conhecido pelo estilo defensivo e sua rapidez nas esquivas, o americano prometeu encarar a luta "de forma agressiva". Esta atitude levou até Freddy Roach, técnico de Pacquiao, a questionar a motivação do americano. Compare-os:

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ESTILO

Mayweather tem um estilo defensivo extremamente eficiente, beirando à perfeição. Foi à lona apenas uma vez, há 14 anos, contra o mexicano Carlos Hernández, que acabou derrotando com facilidade. Com muita qualidade técnica, gosta de contragolpe e não foge da trocação. Canhoto, Pacquiao é agressivo e costuma partir para cima do adversário logo no primeiro assalto, procurando encurralar o rival o tempo todo. Esta agressividade já se voltou várias vezes contra o filipino, porque sua guarda fica mais aberta. Já recebeu golpes duros e já foi nocauteado três vezes, a última contra o mexicano Juan Manuel Márquez, em dezembro de 2012.

EXPERIÊNCIA

'Money' Mayweather fez sua estreia profissional aos 19 anos de idade, em 1995, e Pacquiao aos 16, em 1996. O filipino lutou em oito categorias distintas, derrotando grande lutadores com Márquez (2008 e 2009), Antonio Margarito (2010), Miguel Cotto (2009), Oscar de la Hoya (2008) ou Marco Antonio Barrera (2007). Mayweather também conta no seu currículo com vítimas de peso, como Diego Corrales (2001), José Luis Castillo (2002), Arturo Gatti (2005), De la Hoya (2007), Márquez (2009), Cotto (2012) e Saúl 'Canelo' Alvarez (2013).

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TEMPO MÉDIO NO RINGUE

Mayweather disputado no total 363 assaltos, uma média de 7,72 por luta. Já Pacquiao soma 407, média de 6,36 por combate, o que mostra que costuma liquidar os adversários mais rápido que o rival.

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VELOCIDADE

Ambos estão bastante parelhos neste quesito, tanto na velocidade das pernas quanto na hora de desferir os golpes. Pacquiao impressiona com seus golpes imprevisíveis que parecem sair do nada e desestabilizam os oponentes. Mayweather terá uma noite complicada se não conseguir cortar o ritmo frenético do filipino.

FREQUÊNCIA DOS GOLPES

A chave para Pacquiao será desferir um grande número de golpes, de todos os ângulos, para quebrar a defesa quase intransponível de Mayweather. Se a luta se estender, a quantidade de golpes será determinante, mas do que a qualidade. Nas últimas lutas, Mayweather conectou 326 golpes contra o argentino Marcos Maidana, enquanto 'Pacman' desferiu 669 golpes contra Chris Algieri.

MOTIVAÇÃO

Além da bolsa astronômica que será dividida entre os dois lutadores (cerca de 200 milhões de dólares, 120 para Mayweather e 80 para Pacquiao), a motivação de ambos se resume em duas palavras: orgulho e legado. Mayweather, que não hesita em dizer que é maior até que Mohamed Ali, quer se aposentar invicto depois de 50 vitórias (já tem 47), para superar o lendário Rocky Marciano, que morreu sem conhecer a derrota, em meio a uma sequencia de 49 vitórias. Pacquiao luta por orgulho e por amor à pátria. Ambos querem entrar de vez na história, uma motivação maior que os milhões em jogo.

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O duelo vale pela unificação dos cinturões do Conselho Mundial de Boxe (CMB) e da Associação Mundial de Boxe (AMB) - que pertencem hoje ao americano - e a Organização Mundial de Boxe (OMB) - que o filipino coloca em jogo.

A 'Luta do Século' também acaba com uma espera de cinco anos dos fãs, depois de negociações que se arrastaram por conta de conflito de egos e de crises de inveja dos protagonistas. No ESPN.com.br, você não perde nenhum detalhe da "luta do século", com acompanhamento, em TEMPO REAL, de todos os detalhes do combate a partir de 22h (de Brasília).

Reuters

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