Botafogo já foi glorioso no vôlei com Ary Graça, Bebeto de Freitas e Nuzman

ESPN.com.br
ESPN.com.br
Infográfico - Vôlei - capa
Nas décadas de 1960 e 1970, Botafogo era o time a ser batido no vôlei

De tempos em tempos, o vôlei masculino vive período de dinastias. Muitos falam dos times da Pirelli e do Minas nos anos 1980, outros não esquecem de Banespa, Suzano e Ulbra na década de 1990, e mais recentemente Cimed e Sada Cruzeiro também são lembrados. Elencos estrelados, finais, títulos.

No que pode ser chamado de embrião do Campeonato Brasileiro, hoje chamado de Superliga, houve um time a ser batido. E ele é bem conhecido dos amantes de futebol: o Botafogo de Futebol e Regatas.

O Glorioso formou uma das grandes equipes do voleibol nacional nos anos 1960 e 1970, vencedora por exemplo de 11 Cariocas consecutivos (1965 a 1975), três Sul-Americanos (1971, 1972 e 1977) e três Taça Brasil (1971, 1972 e 1975), um torneio que reunia o campeão e o vice de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, além de um representante de Pernambuco e outro do Rio Grande de Sul.

Até que em 1976 aconteceu a edição inaugural do Campeonato Brasileiro, e o Botafogo ficou com o título, tornando-se assim o primeiro campeão nacional antes do 'boom' que o esporte teria na década seguinte.

"Ganhamos tudo", recorda-se Bebeto de Freitas, levantador do time alvinegro à época e ex-presidente do clube de General Severiano, ao ESPN.com.br. Ele se juntou ao elenco em 1967, sendo titular e figura constante nos títulos conquistados.

"A cidade do Rio de Janeiro era muito forte no vôlei, o Campeonato Carioca - que reunia apenas os times da então capital do estado da Guanabara - tinha 14 clubes. Hoje o Brasileiro tem 12", compara o dirigente.

"Botafogo, Flamengo e Fluminense jogavam. E era completamente amador, o apoio era apenas de viajar, ter lugar para treinar, uniforme".

Arte ESPN - fotos: Ronaldo Sertã
Infográfico - Vôlei
Botafogo no vôlei com Ary Graça, Bebeto de Freitas e Carlos Arthur Nuzman

Sobre a Taça Brasil, Bebeto de Freitas afirmou: "Era o campeonato com os campeões e vices dos estados, um espécie de Copa do Brasil. Ganhamos três vezes. Era um embrião do Campeonato Brasileiro..."

Naquele elenco botafoguense, além de Bebeto, outros dois nomes tiveram destaque e, hoje, são mais do que conhecidos: Ary Graça, ex-presidente da confederação brasileira (CBV) e hoje mandatário da federação mundial (FIVB), e Carlos Arthur Nuzman, homem-forte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do comitê organizador da Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016.

Ary Graça estava no Botafogo desde 1965 e saiu em 1969, mesmo ano da chegada de Nuzman, que se aposentou como jogador em 1972, logo após a conquista da Taça Brasil.

No entanto, existe alguém que esteve presente em todos esses anos gloriosos: Mário Dunlop.

"Eu comecei treinando no Fluminense, mas não cheguei sequer a fazer a minha inscrição pelo clube. Logo me transferi para o Botafogo, que é realmente meu primeiro e único clube", disse o ex-atacante em entrevista ao blog Mundo Botafogo.

Foram mais de 30 títulos entre 1965 e 1978, algo impensável para os dias de hoje.

Após anos parado, o clube alvinegro retomou as atividades do vôlei e chegou a disputar uma competição nacional após 29 anos, a Supercopa, em 2013.

Comentários

Botafogo já foi glorioso no vôlei com Ary Graça, Bebeto de Freitas e Nuzman

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.