Felipe ficou para trás 11 vezes; hoje, é o 'Sergio Ramos de Itaquera'

Camila Mattoso e Diego Garcia, do ESPN.com.br
Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians
Corinthians Felipe Treino 03/12/14
Felipe marcou neste domingo contra o Santos: Corinthians segue invicto

O Corinthians segue invicto na temporada de 2015. Muitas coisas mudaram no time do ano passado para este. A maior surpresa de todas, no entanto, atende pelo nome de Felipe. No Parque São Jorge desde o final de 2011, o zagueiro viu em campo pelo menos onze jogadores serem preferidos na sua frente. Hoje, porém, é o maior orgulho de Tite e virou até "Sergio Ramos de Itaquera" entre os torcedores que até o ano passado o contestavam.

Na tarde deste domingo, ele fez seu quinto gol com a camisa do alvinegro, em duelo contra o Santos, que acabou empatado em 1 a 1, depois de Ricardo Oliveira marcar.

Em todas as vezes que balançou as redes, Felipe usou a cabeça. É o defensor com maior impulsão e, segundo o departamento de estatísticas do clube, o mais rápido também. Sua força de vontade, determinação, seu interesse, seu esforço em melhorar e, principalmente, sua paciência para esperar a sua vez, sem desistir, conquistaram o atual treinador.

O zagueiro era bastante contestado pela torcida quando era comandado por Mano Menezes. Porém, após a chegada de Tite e com a saída repentina de Anderson Martins, Felipe foi chamado para uma conversa reservada com o novo técnico que, com seu jeito franco de lidar com o elenco, lhe olhou nos olhos e deu total respaldo e confiança para atuar.

O atleta correspondeu tanto que barrou até o consagrado Edu Dracena, contratado para ser titular, hoje reserva absoluto. A desconfiança da torcida, em poucos meses, deu espaço a uma idolatria que está lhe rendendo até apelidos de "Felipenbauer" e "Felipe, Sergio Ramos de Itaquera" entre os corintianos das arquibancadas.

Hoje, Felipe é o orgulho do técnico e de todo o departamento de futebol que acompanhou a evolução. Desde o fim de 2011 até agora, onze zagueiros entraram em campo com a camisa do Corinthians. Mesmo com Felipe à disposição, a diretoria continuava buscando reforços para a posição: Chicão, Wallace, Leandro Castan, Paulo André, Marquinhos e Antonio Carlos, que eram do sub-18, Anderson Polga, Cléber, Gil, Yago, também da base, e Anderson Martins. 

Hoje, pode encher a boca para falar: Edu Dracena, Yago e Rodrigo Sam são seus reservas.    

O jogador entrou em apenas 49 jogos - com o mesmo tempo de casa, por exemplo, Cássio fez 160 partidas, uma diferença importante. 

A sorte ao seu lado

Contratado no fim de 2011, Felipe ficou encostado durante boa parte de 2012, mas viu a sorte mudar no empate por 1 a 1 com o Bahia, no Pacaembu. Ele entrou aos 12 minutos de jogo porque Wallace se machucou e não havia outro reserva para a zaga.

Sem Castán, que se despediu logo depois da Libertadores, o zagueiro viu seu nome aparecer na lista para o Mundial. Uma surpresa. Viu também Polga ser contratado para ser opção no banco de reservas.

Antes de ir para o Japão tinha os seguintes números: quatro partidas, totalizando 88 minutos em campo. Foi cortado do banco de reservas diversas vezes e preterido até por Antônio Carlos e Marquinhos, do sub-18 e que haviam subido para o profissional.

Neste ano, também contou com a sorte para voltar a ser escalado: Anderson Martins, que fazia dupla com Gil na zaga titular, teve de voltar ao Catar por vontade de seu clube, o Al-Jaish, que o havia emprestado até o meio do ano para a equipe paulista.

Viu Edu Dracena ser contratado. Mas, desta vez, ninguém o tira de dentro de campo.

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