Para não pagar R$ 100 milhões, Nathan pode fazer 'ponte' no Brasil antes do Chelsea

Camila Mattoso e Marcus Alves, do ESPN.com.br
Cleber Yamaguchi/Gazeta Press
Nathan Comemora Gol Atletico-PR Maringa Campeonato Paranaense 06/03/2014
Em atrito, Nathan diz não ter mais clima para continuar no Atlético-PR

Em novela que se arrasta desde o ano passado, o São Paulo pode servir como ‘ponte' na transferência de Nathan para o Chelsea. A revelação de 19 anos tenta validar na Justiça o pagamento de R$ 2,4 milhões como multa de rescisão unilateral, que serve para ficar livre e atual apenas em clubes brasileiros. Sendo assim, o jogador não poderia deixar o Atlético-PR e se transferir diretamente para o futebol europeu.

A equipe tricolor é uma das interessadas em sua contratação. Palmeiras, Cruzeiro e Inter também estão no páreo.

A multa para fora do país é de 30 milhões de euros (R$ 101 milhões).

O caso terá mais um capítulo em audiência em Curitiba, no próximo dia 10 de abril.

Com uma eventual decisão favorável, Nathan terá de fechar pelo menos por três meses com um time local antes de acertar a sua ida para o exterior.

José Carlos de Andrade, pai e representante da promessa, conta com o apoio do agente Giuliano Bertolucci para resolver o futuro.

Acompanhado do empresário, ele já esteve, inclusive, em Londres, escutou a promessa de fazer do seu filho "um dos melhores" e conversou com o pai do zagueiro Marquinhos, do Paris Saint-Germain, outro cliente de Bertolucci.

"Se o Nathan está pagando a multa do Brasil, ele teria que automaticamente ficar no Brasil. Seis meses, um ano, cinco anos. No Atlético-PR, decidimos que ele não ficará mais. Fui para a Europa umas sete vezes buscar negócio para que ninguém saísse prejudicado, acertava tudo, chegava aqui e o (Mario Celso) Petraglia dizia que não estava à venda. A impressão que tenho é que ele acredita que é o único homem no mundo", afirma José Carlos ao ESPN.com.br.

Perguntado se a alternativa seria, então, fazer uma ‘ponte' em outro clube brasileiro, ele não descarta.

"Não é descartável, pode ser uma forma", prossegue.

Além do Chelsea, o pai e empresário do meia esteve reunido também com membros de Real Madrid, Hamburgo e Mônaco.

A revolta com o Atlético-PR não se dá apenas pela cláusula de prorrogação automática de contrato, segundo ele, imposta pelo time e que entra em vigor exatamente nessa quarta-feira. José Carlos acusa o clube de ter ‘tirado' 30% dos direitos econômicos de Nathan e dividido entre dois agentes, sem o seu consentimento.

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