Lateral artilheiro, Pikachu jogou futsal com Ganso e entrega ex-apelido do meia: 'Petrobras'

Diego Garcia e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br
Gazeta Press
Yago Pikachu é ídolo no Paysandu
Yago Pikachu é ídolo no Paysandu

Yago é um lateral diferente. A começar pelo apelido: Pikachu. Aos 23 anos, o jogador do Paysandu é uma das sensações da região Norte do futebol brasileiro, se destacando principalmente pela alta quantidade de gols que faz.

Ao todo, Yago Pikachu já fez 46 gols em 167 partidas pelo Paysandu. Uma média superior a um tento a cada quatro jogos, bastante para um atleta que atua no sistema defensivo.

"Meu pai sempre marcou meus gols, isso vem desde a base e tenho essa marca boa para um jogador que atua atrás. Desde a base venho com essa característica de chegar à frente, e os técnicos também sempre me pedem para chegar mais. Em alguns jogos fiquei no meio, é normal pela minha característica", disse o atleta, em entrevista à Rádio ESPN.

Mas por que Yago é conhecido como Pikachu? Ele mesmo explica:

"Surgiu no tempo de futsal na Tuna Luso, veio do mesmo treinador que treinou o Ganso. Eu virei Pikachu por ser baixo e rápido, ai pegou, acostumou o apelido", explicou o atleta, que ainda revelou o antigo apelido do meia Paulo Henrique Ganso, do São Paulo.

"Ele era uma categoria acima, é mais velho, mas treinávamos um contra o outro às vezes. O do Ganso o apelido aqui no Pará era Petrobras, pois o pai dele trabalhava na Petrobras", relembrou o lateral do Paysandu.

Sobre seu próprio apelido, explicou que não gostava de ser chamado pelo mesmo nome do famoso Pokemón que fez sucesso no Brasil no início da década passada.

"Eu não gostava, ficava bravo, mas aí me chamavam assim no campo também por causa de dois jogadores que vieram da Tuna comigo, com o tempo me acostumei", contou Yago Pikachu. "Comecei no futsal da Tuna Luso aos 9 anos, quando fiz 13 vim para o campo no Paysandu e agora faz 10 anos que estou aqui", explicou.

Acostumado com o futebol paranese, o jogador ainda contou as aventuras que passa nas viagens que costuma fazer para jogar o torneio estadual.

"Já viajamos por tudo que é lugar aqui. Doze horas de estrada para Paragominas. Quando a equipe do interior se classifica já pensamos na viagem. Uma vez fomos para Tucuruvi, tinha que atravessar uma ponte, e uma semana antes a ponte caiu, uma embarcação caiu e tivemos que mudar a rota. Foi um fato inexplicável o que aconteceu nesse dia", detalhou o atleta.

"Às vezes fica o receio de pegar uma balsa e virar. A gente sempre tem expectativa de quando enfrentar um adversário pensamos na viagem de ida e em como vai ser", concluiu.

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