'Maioria' na Série A, catarinenses querem 'roubar' dinheiro da TV de cariocas

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Divulgação
Os dirigentes catarinenses pedem um aumento no repasse da TV para seus clubes
Os dirigentes catarinenses pedem um aumento no repasse da TV para seus clubes

Santa Catarina quer receber mais dinheiro da Globo no Brasileirão e já sabe de onde tirar: dos cariocas. Com quatro clubes em 2015 - ou 20% do total de times -, o Estado já bate o Rio de Janeiro (3) em representatividade no campeonato, mas disputa ‘outro torneio', de acordo com seus dirigentes, quando o assunto é cota de TV: somente o Flamengo, sozinho, fatura mais do que Chapecoense, Figueirense, Avaí e Joinville juntos.

Desconsiderando o pay-per-view, a equipe rubro-negra recebe anualmente R$ 110 milhões por seus direitos de transmissão.

Mesmo o Botafogo, rebaixado, mantém em sua primeira temporada na Série B a mesma receita de cerca de R$ 45 milhões da televisão.

Cada um dos catarinenses, por sua vez, embolsa R$ 18 milhões - com descontos dos impostos, em torno de R$ 16,2 milhões. Não fica nisso: com contratos de apenas um ano, oferecidos geralmente aos recém-promovidos, inviabilizando, assim, um planejamento de longo prazo no contrato com os atletas.

Por esse motivo, o quarteto local reclama da fatia que segue sendo paga aos cariocas, mesmo em baixa.

"Somos o segundo estado hoje no Brasileiro (atrás apenas de São Paulo) e, mesmo assim, continuamos como os que menos ganhamos. Não dá para brigar, assim, com os grandes. Queremos uma valorização maior. Os times do Rio, a despeito da situação que volta e meia se encontram, têm contrato até 2018, dinheiro maior e totais condições da Globo para fazer futebol", afirma o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, ao ESPN.com.br.

"Eles (CBF e Globo) sabem parabenizar, falar que é bom, mas não adianta só elogiar o tal crescimento catarinense. O que buscamos é reconhecimento financeiro. Por que isso não acontece é algo que deve ser indagado a eles. Uma boa pergunta, aliás", completa.

O mandatário da federação e vice da região Sul na CBF, Delfim de Pádua Peixoto, esteve presente no último Conselho Técnico da Série A e diz ter encaminhado a solicitação para o presidente eleito da entidade Marco Polo del Nero e para o diretor executivo de esportes da Globo, Marcelo Campos Pinto.

Ainda assim, ele julga difícil o pleito de seu Estado.

"Infelizmente não muda nada. As cotas são as mesmas desde sempre. Não tem valorização por parte de ninguém", lamenta Wilfredo Brillinger, do Figueirense.

Uma reunião entre a Globo e todos os 20 clubes está prevista para maio para discutir o assunto.

A Série A começa no dia 9 de maio.

Para Mauro, fair play financeiro da CBF não muda nada e coloca o jogador em situação difícil
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