'Presidente' ajudou Neymar e companhia a dar 'migués' na base da seleção

Diego Garcia e Vladimir Bianchini, para o ESPN.com.br
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Gerson ao lado de Neymar: tempos de 'presidente'
Gerson ao lado de Neymar: tempos de 'presidente'

Gerson Vieira tem só 22 anos, mas já está cheio de histórias para contar no futebol. O que dizer, por exemplo, de um zagueiro que já foi chamado de "presidente" por ninguém menos que o astro Neymar?

Pois foi o que contou o jovem jogador em entrevista à Rádio ESPN. Pertencente ao Grêmio, mas emprestado ao Atenas, do Uruguai, Gerson hoje ganha a vida praticando futebol na badalada cidade de Punta del Este.

"A maioria dos meus colegas que jogaram em seleções de base migraram para o futebol europeu e eu tomei outro rumo. Punta Del Leste é maravilhosa, tranquila, fora a beleza natural, e como eu sou gaúcho a adaptação aqui no Uruguai foi bem mais simples", disse o atleta.

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Gerson Vieira hoje joga no futebol uruguaio
Gerson Vieira hoje joga no futebol uruguaio

"Estou muito contente de estar aqui e espero estar sendo acompanhado pelo pessoal do meu clube, o Grêmio, para que todo esse esforço, essa mudança, esse empenho possa render bons resultados", acrescentou.

O jogador lembra com saudosismo dos tempos que era parceiro dos hoje astros Neymar, Casemiro, Philippe Coutinho e Dodô.

"Bons tempos. Tive a honra de vestir a amarelinha na categoria de base e atuar ao lado de jogadores de qualidade, como esses nomes citados, e foi uma experiência única. O Neymar e o pessoal me chamavam de presidente, você vê como o mundo é, foi uma honra", lembrou, aos risos.

Mas por que presidente?

"Os meninos, na época, como surgia qualquer pepino eles me chamavam. Jornada dupla, treinar dois períodos, diziam que estavam com dor, pediam minha ajuda, e como meu principal era ser o elo entre jogadores e comissão essas bombas sobraram para mim. Então como quase sempre eu tive êxito, essas bombas sobravam para mim", divertiu-se Gerson.

O atleta também lembra com saudosismo dos tempos que vestia a camisa da seleção brasileira.

"No Sul-Americano Sub-15, em Porto Alegre, precisávamos vencer de 3 a 0 do Chile e a Argentina tinha que ganhar do Uruguai. Fizemos 3 a 0, com o terceiro aos 45 do segundo tempo, depois assistimos Argentina x Uruguai. A Argentina precisava ganhar e nós saímos campeões. Nunca imaginei que seria campeão com a ajuda da Argentina", relembrou.

Já a vida em Punta del Este é mais um atrativo na vida deste jovem de apenas 22 anos, mas cheio de histórias no futebol, com passagens por Oeste e Red Bull Brasil.

"Os cassinos aqui são atração. Todo mundo que vem me visitar quer conhecer os cassinos. Eu também tive a curiosidade. Não joguei cassino, não é do meu feitio, mas a curiosidade de conhecer o ambiente eu tive. Por um lado é bom, pois não perdi dinheiro, não fiz essas loucuras de apostas", contou.

"Aqui tudo é muito bonito, eu moro na avenida principal e para a direita tem a Praia Mansa e do outro lado a Praia Brava. É legal ver a diversidade de pessoas, vemos muitos argentinos, muitos paraguaios, e me chama a atenção a educação das pessoas que frequentam aqui, de quem nos atende. Se não fosse o custo de vida alto, viveria aqui para o resto da vida", concluiu o zagueiro.

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Gerson e a seleção de base do Brasil, ao lado de Neymar e companhia
Gerson e a seleção de base do Brasil, ao lado de Neymar e companhia
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