No modelo dos EUA, CBF montará seleção feminina permanente; salário mínimo: R$ 9 mil

Francisco De Laurentiis, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
Rafael Ribeiro/CBF
Brasil Trofeu Campeao Copa America Feminina 28/09/2014
Mesmo sem as principais jogadoras, Brasil foi campeão da última Copa América

Nesta quarta-feira, a Fifa e a CBF organizaram evento para explicar como tentarão fazer o futebol feminino explodir no Brasil entre 2015 e 2018. Um dos principais programas será a criação de uma seleção brasileira permanente, assim como existe nos Estados Unidos, para tentar ganhar pela primeira vez o título da Copa do Mundo. Neste ano, o torneio será no Canadá, entre 6 de junho e 5 de julho.

Ao todo, seriam 27 integrantes na seleção permanente, escolhidas pelo técnico da equipe, Oswaldo Alvarez (o Vadão), e sua comissão. Quatro goleiras e 23 atletas de linha formariam o time, que teria a Granja Comary, em Teresópolis-RJ, como base de treinos. Vale lembrar que o local é usado também pela seleção masculina, assim como as equipes de base.

As atletas escolhidas para a seleção permanente deixarão de representar seus clubes, focando apenas na equipe nacional. Da CBF, receberão um salário mínimo de R$ 9 mil, mas a quantia pode ser maior para jogadoras de renome.

Para se fazer uma comparação, as atletas da Ferroviária de Araraquara, uma das principais forças do futebol feminino no Brasil, recebem no máximo R$ 2,5 mil.

Segundo dirigentes, a formação do time permanente ajudará a entrosar as atletas, já que a quantidade de datas Fifa para o futebol feminina é pequena. Na última Copa América, por exemplo, a seleção brasileira jogou desfalcada de oito de suas principais jogadoras, mas ainda assim ficou com o título.

Um dos principais objetivos da entidade que rege o futebol brasileiro agora é convencer a atacante Marta, eleita cinco vezes melhor jogadora do mundo, a aceitar fazer parte do projeto. Atualmente, ela joga no Rosengard, da Suécia, país que tem uma das ligas mais fortes do mundo. No entanto, tem se mostrado favorável à ideia.

Segundo Vadão, a formação da seleção permanente não é a solução ideal para que o futebol feminino cresça no Brasil, já que vai enfraquecer equipes poderosas, como o São José, atual campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, mas que perderá boa parte de seu elenco. Para o momento, porém, é a melhor alternativa, de acordo com o experiente treinador, com passagens por Corinthians e Sâo Paulo.

"As atletas deixarão os clubes e serão filiadas diretamente à CBF, que pagará os salários e fornecerá a estrutura da Granja. Para o momento, é um grande passo", afirmou.

Rafael Ribeiro/CBF
Oswaldo Alvarez Vadao Comemora Titulo Copa America Feminina 28/09/2014
Vadão é o técnico da seleção feminina

Na seleção permanente, além de mais ênfase nos treinos, também haverá um forte trabalho de estudo e scouting dos adversários, como explicou Fabrício Maia, coordenador técnico das seleções femininas. As jogadoras terão documentos detalhados sobre todos os adversários que irão enfrentar, e também serão analisadas através de estatísticas para entenderem no que devem melhorar.

"Claro que todo time tem suas surpresas, assim como a gente tem as nossas, mas faremos de tudo para que elas cheguem aos jogos sabendo o maior número de coisas possíveis sobre os rivais", disse.

Veja como foi o evento sobre desenvolvimento do futebol feminino organizado por Fifa e CBF
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