Volante revela: Cruzeiro campeão da Tríplice Coroa quase morreu nas Cataratas do Iguaçu

Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br, e Vladimir Bianchini, da Rádio ESPN
DJALMA VASSÃO/Gazeta Press
Cruzeiro Posado Ponte Preta Campeonato Brasileiro 2003 17/08/2003
Time do Cruzeiro que faturou a Tríplice Coroa em 2003 quase sofreu acidente de avião

Em 2003, não teve para ninguém no futebol brasileiro. Com um timaço que tinha Gomes, Maicon, Cris, Luisão, Edu Dracena, Zinho, Alex, Aristizábal e Deivid, entre muitos outros bons jogadores, o Cruzeiro faturou a Tríplice Coroa, ganhando o Campeonato Mineiro (de maneira invicta), o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Só que, por muito pouco, esse time de glórias não foi lembrado por uma tragédia.

Segundo o volante Augusto Recife, um dos atletas mais regulares da equipe comandada por Vanderlei Luxemburgo, o elenco celeste, com exceção de Alex, quase foi vítima de um acidente aéreo nas Cataratas do Iguaçu, um dos mais famosos pontos turísticos do país.

"Rapaz, esse foi um susto grande...", lembrou o meio-campista, hoje no Paysandu, em entrevista à Rádio ESPN.

Tudo aconteceu quando o Cruzeiro recebeu uma estadia de uma semana em um luxuoso resort em Foz do Iguaçu. O time ficaria hospedado no hotel até o final de semana, quando viajaria a Curitiba para jogar contra o Atlético-PR, pelo Brasileirão. O susto aconteceu no voo de ida.

"Chegando perto das cataratas, o Vanderlei (Luxemburgo) pediu para o piloto sobrevoar para nós conhecermos mais de perto. Daí bateu um vento forte e puxou a gente! Começou uma turbulência violenta, e bateu o desespero total! Estava todo mundo chorando, achando que ia morrer. Na última tentativa, o piloto conseguiu tirar o avião daquele sofrimento e colocou em cima. Foi um pânico total, mas o piloto foi muito bem", contou Augusto Recife.

O único atleta que não estava no voo era o camisa 10 Alex, principal jogador do time, que estava com a seleção brasileira, e só iria se juntar à delegação antes do duelo contra o Atlético. Mas a história não acaba aí.

"No dia seguinte, tínhamos ganhado do hotel um passeio de helicóptero sobre as cataratas. Adivinha se alguém quis ir (risos)? Claro que não! Depois daquele sufoco no avião, ficamos 'de boa'no hotel até a hora de ir embora (risos)", gargalhou o volante.

Rei do sufoco

Augusto Recife é sério candidato a "rei do sufoco" entre os boleiros brasileiros. Não bastasse a experiência de quase-morte em Foz do Iguaçu, ele ainda passou um outro perrengue nos tempos de Ipatinga: uma blitz da Polícia Federal na estrada.

"A gente estava na BR-316 e ia treinar em outra cidade. Estávamos num ônibus de linha normal, porque o time passava por dificuldades financeiras. De repente, a Polícia Federal viu aquele monte de homem dentro do 'busão' e mandou todo mundo descer para fazer a vistoria!", relatou.

"A situação foi constrangedora, mas depois virou motivo de piada e brincadeiras dos jogadores. Revistaram todo mundo, viram que éramos jogadores e depois liberam. Acredita que pediram até autógrafo (risos)? Por essa eu nunca imaginei que ia passar...", completou.

Desde que chegou ao Paysandu, no início de 2014, o meio-campista também já viveu poucas e boas. Durante o Campeonato Paraense, ficou espantado com algumas das viagens pelos rios da Bacia Amazônica.

"No Estadual, houve muitas viagens de lancha. Para chegar em Cametá, por exemplo, é só de lancha ou balsa. Na terceira lancha, depois de meia hora de viagem, foi um pânico só! Aquele rio enorme, uma agonia, o pessoal falando: 'E se virar? E se afundar?''. Foi uma aventura, vai servir como recordação!", afirmou.

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