Alex diz não ter nada contra Felipão, mas afirma: 'Como pessoa, falhou comigo'

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A carreira de Alex acabou. No último domingo, o camisa 10 fez seu último jogo como profissional na vitória do Coritiba por 3 a 2 contra o Bahia. Agora, o novo Alex, como ex-jogador, lembra das histórias da longa carreira. Foi justamente isso que ele fez, nesta segunda-feira, em entrevista ao Bate-Bola.

Alex relembrou conquistas, momentos difíceis e, principalmente, contou histórias. Na primeira impressão após terminar a carreira, Alex disse: "Estou cansado e com dor, mas estou satisfeito. Olho para trás e vejo que foi muito legal, muito satisfatório. E eu diverti as pessoas. Isso é muito gratificante".

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Escolheu o Coritiba para encerrar a carreira

"Eu poderia estar no Cruzeiro, ser bi brasileiro, seria aumentada a história, mas o que eu fiz em 2003 ninguém apaga. E o outro lado é poder jogar no meu time de menino, eu tive esse sonho, eu pude ter a satisfação de ter voltado ao Coritiba."

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Momento mais difícil da carreira

"O mais difícil na minha carreira foi o meio. No começo, o Coritiba vinha de uma crise absurda, entre 89 e 95, o Coritiba viveu um momento muito difícil. Eu tive a chance e me firmei. Já no final de carreira, era mais tranquilo, era só escolher quando parar."

"No meio da carreira, eu fui vendido ao Parma. Foi uma negociação de parte técnica, não de futebol. Tenho sérias dúvidas se o Palmeiras recebeu o dinheiro da venda."

"Eu me apresento na Itália e fiz a pré-temporada sabendo que não ia jogar, O Parma ia para o campo, e o técnico Cesare Prandelli me mandava para a montanha. Eu parecia uma maratonista, correndo só na montanha."

Ninguém queria me contratar. Eu falava: 'Minha carreira desandou'

Alex

"Voltei ao Brasil com o fracasso na Itália, no Flamengo e no Cruzeiro, e, quando eu volto, ninguém queria me contratar. Eu falava: "Minha carreira desandou". O único time que queria me contratador era o São Caetano. Aí, depois, o Luxemburgo falou 'os Perrella não te querem, o grupo de jogador um ou outro não te quer, mas eu vou te bancar'."

"Em abril de 2001 e setembro de 2002, foi o período mais difícil da carreira, e ainda tinha a Copa do Mundo, que eu achei que ia, e, nesse período todo, eu achei que a coisa ia desandar, mas depois o Luxemburgo me bancou." 

O que fazer depois da aposentadoria

"Não parei pra pensar nisso ainda não, vou viajar, vou voltar das férias, mas o futebol tem que ser discutido."

"Os jogadores têm medo da retaliação. Se olhar desde quando surgiu o Bom Senso, você vê os jogadores que batem de frente. Paulo André saiu do Corinthians, Juninho Pernambucano se aposentou, e os outros são jogadores fortalecidos dentro do clube, como o Fernando Prass no Palmeiras e o Rogério Ceni no São Paulo."

"Tem uma coisa muito estranha. Ano passado, nenhum jogador do Cruzeiro se posicionou. Agora, neste ano, vi muita entrevista desses jogadores reclamando do calendário. O jogador pensa ‘está bom para mim, porque vou me envolver em outra situação?'. O jogador de futebol tem essa base da ‘retaliação'."

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Relação com Felipão e Luxemburgo

"Eu jogava em uma equipe que não tinha pressão nenhuma no Coritiba, e, no Palmeiras, eu vi um absurdo de pressão para ganhar a Libertadores. O Felipão sempre me bancou, como treinador ele me ajudou muito, como pessoa, falhou comigo quando eu tinha convicção que ia para o Mundial. Não tenho nada contra ele, e, inclusive, tem uma história ótima. Ele tinha me liberado para eu ir com minha família para o literal paranaense. Então, na praia, o Felipão me ligou, disse: ‘Você precisa vir, eu preciso que você jogue. Venha, o Palmeiras precisa passar pelo Corinthians'. Eu vim pro jogo, o jogo foi 3 a 1 ou 3 a 0, eu fiz os três gols, e ele disse ‘existem gestos na vida que nunca vamos esquecer'. Depois, quando veio a convocação para a Copa, eu pensei: ‘Filho da mãe, me esqueceu' (risos)."

"Com o Luxemburgo foi tudo ao contrário. Ele me bancou quando ninguém me queria. Minha relação com o Vanderlei é muito mais próxima."

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Crise de volantes no Brasil

"No futebol brasileiro, hoje, tem poucos que são um camisa 5. O Pirlo tem 37 anos e é o maior exemplo. Ele joga caminhando, não sei nem se ele sua, que é tanta inteligência que ele tem para jogar. O que eu acredito que tenha que ter no Brasil é o uso da característica, o uso da característica às vezes é errada."

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