Após convite de porre rejeitado, Laor detona Odílio: 'Eu sofri um golpe'

Diego Garcia, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
Diego Garcia/ESPN.com.br
Laor, durante eleições do Santos neste sábado
Laor, durante eleições do Santos neste sábado

Num dos últimos dias de Odilio Rodrigues como presidente do Santos, Laor não perdoou. Ainda magoado pelos acontecimentos envolvendo seu ex-vice após deixar o cargo, Luis Alvaro detonou e avisou: "Na verdade eu sofri um golpe".

"Na verdade eu sofri um golpe. No começo dos meus problemas de saúde ele assumiu - e eu concordei - a função de CEO. Cuidou dos problemas administrativos, como um superintendente, porque minha saúde não permitia eu trabalhar com tanto afinco como antes. O que nós ganhamos depois disso? Nada! É chato fazer elogio a si mesmo, mas é só medir as gestões pelos resultados financeiros, de marketing e no campo", disse, mencionando o Golpe de 1964.

"Eu acho que é falta de conhecimento histórico (Odílio não separar sua gestão da de Laor, e sim sempre dizer que a administração é uma só). Se soubesse um pouco mais da história do Brasil lembraria que o Jânio Quadros foi eleito presidente da república, com o João Goulart como vice. Quando o Jânio renunciou, menos de um ano depois, assumiu o João Goulart. E não dá para comparar o governo de um e de outro, tanto que veio o golpe em 1964", expressou Laor.

Luis Alvaro deixou a presidência do Santos em agosto de 2013, após problemas de saúde. O vice Odílio assumiu, e a partir daí os dois começaram a virar desafetos.

"O gozado é que o Odílio me ligou e se queixou do inferno que estava vivendo, podia imaginar o inferno que eu vivi e estava só esperando terminar o mandato para relaxar e almoçar comigo. Eu falei então: 'Poxa, a gente pode ir no mesmo restaurante no qual te convidei para ser meu vice. Quem sabe a gente possa tomar um porre'. Evidentemente era em tom de brincadeira, mas ele levou a sério, falou que era homem de família. Foi muito infeliz", declarou o ex-presidente.

"Como foi infeliz a declaração dele nessa semana, insinuando que eu tinha fugido da minha responsabilidade. Ele, como médico, não poderia desautorizar o que meu médico do Albert Einstein, um hospital fantástico de São Paulo, me determinou. No começo desse ano cheguei no hospital com 10% a 20% de sobrevivência, não morri por um milagre. Agora emagreci 43 quilos, dá para ver que estou muito melhor", acrescentou.

"Não sou eu que falo, são os números, é só ver que nos anos que estive a frente do clube conquistamos seis títulos e o clube foi superavitário. E agora temos contratações equivocadas e não ganhamos mais nada, pelo contrário, suspenderam investimento na formação de atletas para reduzir despesas", finalizou Laor.

 

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