Com problema em urnas e suspeitas, eleição presidencial é suspensa no Santos

Diego Garcia, de São Paulo, e Fellipe Camargo, de Santos, para o ESPN.com.br
Eleição presidencial do Santos é suspensa por problema em urnas e suspeitas

Após um início totalmente conturbado, com problemas nas urnas, atraso, votação em papel, e suspeita por causa do ato de um mesário, as chapas oposicionistas pediram, e a eleição presidencial do Santos foi suspensa - ela será retomada no próximo sábado, das 10h da manhã às oito da noite. Os votos que já ocorreram serão descartados e a contagem recomeçará do zero.

Marcada para o mesmo horário neste sábado, a eleição acabou começando apenas quarenta minutos depois do previsto, justamente por causa de problemas nas urnas eletrônicas. Mesmo depois do iníco atrasado, elas continuaram não funcionando e, na sede do clube, ficou decidido que tudo aconteceria no papel. Em São Paulo, na Federação Paulista, tudo ocorria normalmente, porém, no final das contas, tanto na capital quanto no litoral a eleição foi suspensa.

Com mais de 19 mil sócios aptos a votar - pouco mais de 2 mil em São Paulo e quase 17 mil em Santos - o número de cédulas seria insuficiente. O clube tem apenas 7 mil na sede, e mesmo que alguns votos já tivessem sido computados eletronicamente, a quantidade disponível ainda seria pouca.

No entanto, de acordo com Paulo Schiff, presidente do Conselho Deliberativo do clube, a previsão era apenas de 4 mil votantes em Santos, o que daria conta do recado. "A gente já pediu para virem mais duas mil de São Paulo, o que imaginamos que será suficiente."

Reprodução
Sócios votando com cédulas de papel antes de eleições do Santos serem suspensas
Sócios votando com cédulas de papel

Por volta das onze e meia, Schiff anunciou, sob um misto de vaias e aplausos, que as urnas seriam lacrados e as cédulas de papel seriam distribuidas. Perguntado se, por causa das filas e dos atrasos, alguns sócios poderiam não conseguir votar até as 18h, horário estabelecido para o fim das eleições, ele garantiu: "Quem tiver senha, vota".

Eleição suspensa - Diante de toda a confusão, as chapas de oposição já pediam a suspensão das eleições. O candidato Orlando Rollo, da chapa "Pense Novo Santos", afirmou que, caso a eleição não fosse interrompida, contestaria o resultado judicialmente, e que os outros candidatos também pensavam assim.

A gota d'água foi uma confusão inciada quando alguns sócios teriam visto um mesário colocar duas cédulas na mesma urna, como se fossem de um único votante. Já com o clima insustentável, os representantes de cada chapa se reuniram com Paulo Schiff, deliberaram, e, apesar da relutância do presidente do Conselho Deliberativo do Santos, a eleição foi suspensa.

Mesmo assim, a situação seguiu quente. Depois da suspensão, o candidato Modesto Roma Júnior, da chapa "Santos Gigante", subiu numa espécie de trio elétrico, e, junto do oponente Rollo, discursou contra a atual administração.

"É um absurdo tudo o q aconteceu aqui hoje, absurdo!". Ao lado do rival, continuou: "Independente do projeto político de cada um, e cada um aqui tem o seu, as pessoas que estão no comando do Santos hoje não podem seguir". Adeptos das duas chapas aplaudiram.

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