Craque de R$ 79 milhões foi barrado e deportado pela Espanha

Marcus Alves, do ESPN.com.br
Mowa
Cara nova, Roberto Firmino marcou um golaço na vitória de 2 a 1 do Brasil contra a Áustria
Roberto Firmino marcou um golaço na vitória de 2 a 1 do Brasil contra a Áustria, em novembro

Roberto Firmino, 23 anos, um golaço em sua primeira convocação pela seleção, acompanhado, de acordo com o tabloide Bild, por 12 clubes e com um preço estimado em 25 milhões de euros (R$ 79 milhões). O meia-atacante do Hoffenheim é hoje um dos jogadores mais desejados do futebol europeu. O salto em sua carreira foi ‘atrasado', no entanto, pelo governo espanhol: ele foi um dos brasileiros barrados em aeroporto pela política de restrição que os europeus mantinham até pouco tempo atrás para a entrada de turistas.

O camisa 10 tem na atual temporada três gols e três assistências na Bundesliga.

Em seus primeiros passos nos gramados, os números impressionavam ainda mais.

O atleta, que surgiu no CRB-AL, contou com o apoio de Bilu, ex-volante de Atlético-MG e Coritiba, para chegar a centros maiores. O seu nome foi encaminhado a diversos clubes, dentre eles, o São Paulo, que o reprovou em teste. Ele não precisou de mais do que uma semana, contudo, para convencer o Figueirense.

"O Bilu indicou e falou dele para mim, disse que tinha um menino no CRB diferenciado, querendo sair para outros lugares e perguntou se eu tinha interesse em dar uma olhada. Na época, o técnico do juvenil era o Hemerson Maria, que agora está à frente do Joinville. Com menos de três dias, ele veio falar comigo que o garoto era mesmo diferente", relembra Erasmo Damiani, na época coordenador das categorias de base dos catarinenses e que faz atualmente o mesmo trabalho no Palmeiras, ao ESPN.com.br.

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Não demorou para que o interesse de outros times surgisse.

O Arsenal e o PSV foram dois deles. Outro foi o Olympique de Marselha, que enviou carta oficial com convite para teste em seu CT. Só havia um ‘porém': na passagem encaminhada, o voo fazia escala no Aeroporto de Barajas, em Madri.

"Eles pediram para o Firmino passar alguns dias com eles e autorizamos. Só que, nesse mesmo período, todo brasileiro que entrava na Espanha tinha de apresentar uma série de documentos, cartão de crédito, havia toda uma política de restrição. Ele nem ia ficar na cidade, era apenas uma conexão, mas não deixaram ele seguir viagem", afirma Damiani.

"O Roberto ligou para a mãe em Maceió chorando. O cara que representava ele, o Roberto Portela, um dentista militar, também me ligou apavorado. Então, tive que entrar em contato com o aeroporto em Madri, conversei com um policial, me identifiquei, falei que era um atleta brasileiro, possuía carta, mas não deixaram e colocaram ele no voo de volta para o Brasil", prossegue.

Um mês depois, o Marselha enviou novo convite, dessa vez com voo direto para Paris.

Roberto Firmino acabou não ficando.

Retornou para Florianópolis, foi promovido para o profissional, disputou a Série B pelo Figueirense, foi eleito revelação do campeonato com oito gols e acabou atraindo a atenção de um grupo de empresários que o levou para a Bundesliga.

Dessa vez com apenas uma escala: do Hoffenheim para a seleção.

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