Genro de Luxa revela: quase recusou São Paulo porque achou que era armadilha para apanhar

Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br, e Vladimir Bianchini, da Rádio ESPN
Alexandre Guzanshe/FotoArena/Getty
Fabiano Comemora Gol Atlético-MG Ituiutaba Campeonato Mineiro 2010 28/03/2010
Fabiano, o genro de Luxa: carreira vitoriosa, cheia de episódios curiosos

O ex-volante Fabiano Pereira da Costa é conhecido por duas coisas: pela carreira vitoriosa, com títulos por quatro clubes diferentes e seleção brasileira, e também por ser casado com Vanessa, filha do técnico Vanderlei Luxemburgo. No entanto, sua trajetória no futebol quase não começou porque ele tinha medo de apanhar.

Explica-se: aos 12 anos, ele jogava pelo Expressinho Santa Fé, de Marília, sua cidade natal. Um dia, em um torneio infantil, enfrentou o São Paulo, que acabaria sendo seu primeiro clube como profissional. No entanto, ele quase não foi para o Morumbi, como relembrou, em entrevista à Rádio ESPN.

"Nas categorias de base, os pais acompanham muito as partidas, e o estádio estava lotado. O  jogo era contra o São Paulo e estávamos perdendo por 2 a 0. Daí houve uma confusão entre os pais dos jogadores na arquibancada, que depois continuou no campo. Só sei que briguei com uns três jogadores, batemos e apanhamos, a polícia entrou em campo. E eu só tinha 12 anos (risos)", contou.

"Nós perdemos e no outro dia fomos disputar o 3º lugar com a Ferroviária. O São Paulo foi campeão em cima do Marília. Aí meu treinador me falou: 'Escolheram dois jogadores, você e o Serginho, para ir jogar no São Paulo'. Nós falamos: 'Não vamos, não'. Achávamos que era uma armadilha para quando chegássemos em São Paulo iríamos apanhar dos caras (risos). Meu pai me deu um sermão, ele falou: 'Você é louco, vai lá sim, quantas pessoas queriam estar no seu lugar, uma oportunidade de mudar de vida?'. Depois eu decidi ir, pensei: 'Se for para apanhar pelo menos será em São Paulo (risos)'", recordou, às gargalhadas.

O fato é que Fabiano aceitou o convite e foi morar nas arquibancadas do Morumbi, ao lado de atletas como Denílson, Fábio Aurélio e Edu. Começou no "Expressinho" tricolor, que foi campeão da Copa Conmebol de 1994, e faturou seu primeiro título como profissional logo aos 16 anos.

Ainda venceria dois Paulistas e um Rio-São Paulo na equipe, ao mesmo tempo em que recebia convocações primeiro para a seleção brasileira sub-20, depois para a principal.

"Minha historia não era para ter dado certo, foi tudo ao contrário", brincou.

Durante a carreira, passou por equipes como Internacional, Santos, e Atlético-MG, ganhando títulos em todos eles. Encerrou a carreira no ano passado, no XV de Piracicaba, e ainda não sabe o que vai fazer da vida.

"Eu parei com o futebol há pouco mais de um ano. Tentei jogar o Paulistão pelo XV, mas, por causa das lesões, decidi encerrar a carreira. Ainda não decidi o que fazer... Fiz um curso para treinador e outro de gestão esportiva. Recebi um convite para ser auxiliar de um time da Série A do Brasileiro, mas, por compromissos pessoais, acabei não aceitando", afirmou.

O trauma de Sydney

Além de aprovar Fabiano como genro, Vanderlei Luxemburgo sempre gostou do futebol do volante. Tanto é que, quando comandou a seleção brasileira principal e olímpica, entre 1998 e 2000, o jogador era presença constante nas convocações.

Ele fez parte do grupo que foi eliminado de maneira traumática para Camarões com um gol de ouro na prorrogação das quartas de final, mesmo jogando com dois atletas a mais.

"Foi desastroso. Era aquele ansiedade de jovem, de querer resolver o jogo a qualquer momento. A gente queria ter trazido o ouro, e tinha condições. Saímos daqui com muita expectativa pelo que foi feito no Pré-Olímpico, com 9 a 0 em cima da Colômbia, 4 a 1 na Argentina", disse.

Darren England/ALLSPORT/Getty Images
Fabiano Brasil Eslováquia Jogos Olímpicos Sydney 2000 Austrália 14/09/2000
Fabiano em ação durante os Jogos de Sydney

Para Fabiano, o Brasil poderia ter melhor sorte naquele torneio se Luxa tivesse levado atletas mais experientes para comandar o elenco. No entanto, o treinador optou por não levar os três jogadores acima de 23 anos, como permite o regulamento dos Jogos Olímpicos - até porque a temporada europeia já estava em andamento, e os clubes europeus criavam dificuldades para liberar atletas, já que não se tratava de um torneio Fifa.

"Eu teria levado os três jogadores, tanto é que o Chile levou e foi medalhista. Nós tínhamos uma equipe muito boa, com base formada há muito tempo, mas o Vanderlei achou que a chegada desses jogadores poderia inibir esse grupo", revelou.

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