Time paulista acusa Atlético-MG de calote e vai de carro cobrar dívida por xodó

Marcus Alves, de Belo Horizonte (MG), para o ESPN.com.br
Divulgação
Luan virou o novo xodó da torcida atleticana após a saída de Bernard
Luan virou o novo xodó da torcida atleticana após a saída de Bernard

Peça fundamental na classificação do Atlético-MG para a final da Copa do Brasil, Luan está no centro de um imbróglio que se arrasta desde o ano passado: o Atlético Sorocaba acusa a diretoria do Galo de não ter pago as quarta e quinta parcelas da contratação do meia-atacante, em uma dívida estimada em mais de R$ 500 mil, e diz ter enviado até mesmo um de seus representantes de carro para fazer, sem sucesso, a cobrança em Belo Horizonte.

Mesmo sem resposta para as notificações extrajudiciais, o time paulista promete aguardar pelo menos mais duas semanas antes de entrar com uma ação na Justiça para tentar receber o valor.

Existe uma pressão para isso: a Ponte Preta, que projetou o jogador nacionalmente em 2012, tem direito a 20% do total do Sorocaba e acionou a equipe para receber a sua parte. O presidente do clube, Márcio Della Volpe, confirma a informação.

"Eles nos devem a quarta e a quinta parcelas, cerca de R$ 600 mil, em uma situação que se arrasta por mais de 15 meses. Ainda temos que repassar parte disso para a Ponte, mas eles sabem que só recebem se recebermos do Atlético-MG. Notificamos e é sempre aquela história de que o dinheiro de Bernard foi penhorado pelo Governo brasileiro e eles vão embrulhando a gente", dispara o vice-presidente de futebol do Sorocaba, Waldir Cipriani, ao ESPN.com.br.

Ele conta ter mantido contatos com o advogado do Galo, Lucas Ottoni, a respeito do assunto.

Aos 24 anos, o alagoano Luan atravessa a melhor fase de sua carreira e se tornou nesta temporada um dos destaques da campanha alvinegra na Copa do Brasil. Antes de desembarcar na capital mineira, ele passou cinco anos no Atlético Sorocaba, foi emprestado a Comercial-SP e Ponte Preta e teve uma breve passagem pelo Basel-SUI no futebol europeu.

Os seus direitos econômicos estão divididos em 45% com o Atlético-MG, 25% com o Sorocaba e outros 30% com um grupo de investidores.

"No ano passado, em confronto com o Vasco, marquei encontro com o Eduardo Maluf (diretor de futebol do Galo), mas ele sequer me saudou. Fui até Belo Horizonte de carro, tudo marcado e tive zero de retorno. Foram o Luan e o Victor que me confortaram depois do jogo, isso que salvou a minha visita", prossegue Cipriani.

"Ainda não cobramos judicialmente, estamos tentando resolver dentro de uma boa relação entre os clubes. Sabemos que a Justiça brasileira é morosa e a nossa aposta é de que uma ação judicial demoraria demais, ainda mais que o fórum seria Belo Horizonte, dentro do contrato, e seríamos prejudicados", conclui.

Além de Luan, o meia Maicossuel também foi formado no Sorocaba.

Procurado pela reportagem, o Atlético-MG afirmou através de sua assessoria de imprensa que não se manifesta sobre o tema.

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