Jogadora com câncer terminal realiza sonho e estreia no basquete universitário

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A NBA começou na terça-feira, mas certamente você viu, no vídeo acima, a cesta mais importante deste fim de semana. Provavelmente, será a única da carreira de Lauren Hill, ala de 19 anos da Universidade Mount St. Joseph e portadora de DIPG, um tipo de câncer infantil inoperável no cérebro que mata 90% das vítimas em 18 meses (ela descobriu em novembro do ano passado) - e ela quase não pôde arremessar.

Com o câncer em estado terminal, Lauren, que começou a jogar basquete quando tinha 12 anos, tem pouco tempo de vida e ainda tinha como sonho fazer sua estreia no basquete universitário.

O problema é que nem mesmo os médicos sabiam dizer em que condições ela estaria em 15 de novembro, data de estreia da liga que a Mount St. Joseph faz parte: neste dia, ela poderia não estar viva ou saudável o suficiente para entrar em quadra (pelos últimos exames, os médicos diagnosticaram um crescimento do tumor e duvidam que ela sobreviva até dezembro).

Para não correr esse risco, o técnico de Lauren, Dan Benjamin, correu contra o tempo e pediu à organização da Heartland Collegiate Athletic Conference, liga da qual a equipe faz parte, para que adiantasse a data do confronto contra a Universidade Hiram, adversária na estreia, para este final de semana - algo que o regulamento da NCAA (Liga Universitária Norte-Americana) não permite.

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Lauren Hill, que tem câncer terminal, estreou no basquete universitário neste domingo
Lauren Hill realizou um sonho

Com a concordância da Hiram, que, além da data, topou também trocar o local do confronto - ele foi remarcado para Mount St. Joseph, onde Lauren poderia jogar perto de toda sua família e amigos. O resultado foi a cena acima: depois da cesta, a jovem ala foi abraçada e saudada pela própria equipe e pelas adversárias em uma das cenas mais emocionantes deste final de semana.

Lauren, que aguenta poucos minutos em quadra devido à exaustão que o tratamento contra o DIPG lhe causa, foi substituída logo depois da cesta - no banco ela usa óculos escuros e fones de ouvido para que o brilho e o barulho do ginásio não piorem suas intensas dores de cabeça - e voltou à quadra faltando 25,6s para o fim da partida, quando sua equipe liderava por nove pontos de vantagem.

"Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida", disse Lauren ao final da partida.

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