Sem Unimed, Fluminense não vai fazer loucuras, diz Peter Siemsen

Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
Divulgação/Fluminense
Elenco do Fluminense pode perder várias peças para 2015
Elenco do Fluminense pode perder várias peças para 2015

Faltando pouco mais de um mês para o final da temporada do futebol nacional, o Fluminense vive uma indefinição quanto ao planejamento para 2015. O orçamento para o próximo ano ainda não está estipulado, mas é certo que haverá diminuição de investimento da patrocinadora Unimed. Com isso, as renovações de contratos de jogadores importantes seguem emperradas, o time corre o risco de um "desmanche" considerável, e a esperança para a manutenção de boa parte do elenco está na conquista de uma vaga na Libertadores.

O goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Gum, o lateral esquerdo Carlinhos e os volantes Valencia e Diguinho têm contrato apenas até o dia 31 de dezembro e já estão livres para assinar com outros clubes. A preferência dos atletas é continuar nas Laranjeiras, mas a demora da negociação para prolongar o vínculo tem incomodado.

No último sábado, Carlinhos deu entrevista em tom de despedida, no Maracanã, e revelou o interesse de Cruzeiro e Palmeiras na sua contratação. Antes, o empresário de Cavalieri também já tinha pressionado a diretoria tricolor.

Por telefone, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, falou ao ESPN.com.br sobre a vontade de renovar com os atletas, mas admitiu que a situação financeira do clube é complicada e deixou claro que não vai comprometer os cofres do Tricolor gastando mais do que pode.

Divulgação/Fluminense
Peter Siemsen, presidente do Flu
Peter Siemsen, presidente do Flu

"A renovação vai depender obviamente da participação da Unimed. A gente ainda não avaliou o orçamento do ano que vem. A vontade de que eles permaneçam existe, mas não podemos fazer uma loucura. Temos que saber do parceiro qual será o orçamento para o ano que vem", afirmou Siemsen, que preferiu não dar um prazo para que a situação seja definida.

"Todos eles têm uma importância grande no elenco. Mas volto a dizer: viver se comprometendo a gastar mais do que as nossas condições pode virar um problema muito maior. Já passei por tantas dificuldades com as questões fiscais, que hoje se encerraram, e agora vamos avaliar a capacidade de gastos observando as despesas e receitas que temos".

Apesar de os dirigentes do clube não falarem abertamente, o risco de uma debandada de jogadores é motivo de preocupação. A dependência do dinheiro da Unimed deixa o Tricolor praticamente de mãos atadas, e as conversas entre as partes estão sendo feitas pelo vice-presidente de futebol do Flu, Mário Bittencourt, e o presidente da parceira, Celso Barros.

O orçamento para 2015 deve ser definido apenas no início de dezembro, após o fim do Campeonato Brasileiro, quando a equipe já saberá se terá conseguido ou não a classificação para a Libertadores. Pressionado pela oposição de associados da Unimed, Celso Barros pretende fazer contratos mais curtos com os jogadores do Fluminense e não deve investir tanto em contratações como em temporadas anteriores.

Faltando sete rodadas para o término do Brasileirão, o Tricolor carioca está na sexta colocação com 51 pontos, a dois pontos do G-4.

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