Novo Sócrates é bom de bola, mas tem nome inspirado no filósofo, e não no 'Doutor'

Francisco De Laurentiis, do ESPN.com.br, e Vladimir Bianchini, da Rádio ESPN
Arquivo Pessoal
Sócrates Nacional
Sócrates vive e joga no Nacional-SP na última divisão do futebol paulista

O artilheiro da Série B Paulista, a quarta divisão do Estado, tem um nome normalmente associado ao futebol: Sócrates. Afinal, quem não se lembra dos lances geniais do "Doutor", ídolo de Corinthians e seleção brasileira? Só que o "novo" Sócrates, jogador do Nacional-SP, não ganhou o nome porque seu pai era fã do jogador. Bem longe disso...

Nascido em uma família toda de são-paulinos, o garoto de 22 anos foi batizado em homenagem ao filósofo grego, considerado talvez o maior pensador de todos os tempos.

"Surpreendentemente, meu nome não é por causa do jogador, mas sim por causa do filósofo (risos). Foi meu pai que colocou (o nome), porque ele muito estudioso, gosta muito de ler, curte filosofia. Minha família toda é são-paulina, apesar de acharem que são todos corintianos", contou Sócrates, em entrevista à Rádio ESPN.

Apesar de não ter nada a ver com o "Doutor", como era conhecido o ídolo corintiano, o autor de 16 gols na Série B diz que sempre foi cobrado como se fosse uma nova versão daquele que é considerado um dos melhores e mais criativos jogadores da história do futebol brasileiro.

"É um nome muito forte, sei disso, mesmo que não tenha sido por causa dele [o jogador Sócrates]. Sempre fui muito cobrado por ser xará dele e também jogar na frente. Mas graças a Deus as coisas estão dando certo, e eu estou conseguindo manter a tradição desse nome tão importante", comemorou o atleta, que também foi artilheiro da 4ª divisão paulista no ano passado, com 17 gols, pelo União Suzano.

Arquivo Pessoal
Sócrates Nacional
Sócrates, o artilheiro

Fã de Ronaldo "Fenômeno", e ex-companheiro do volante Casemiro na base do São Paulo, Sócrates sorri ao falar sobre os apuros de jogar na última divisão. O centroavante do Nacional viu situações das quais até o menos cético dos filósofos duvidaria.

"Nessa divisão tem de tudo... O que você nunca viu na bola, acaba encontrando aqui. No meio de uma partida, o médico teve que atender um garoto que se machucou na arquibancada e o jogo parou. Ficamos 10 minutos esperando, a torcida não entendia o que tava acontecendo, eles ficavam vaiando e tiveram que esperar o médico voltar pro jogo seguir. Teve outra vez que a ambulância não chegava e o jogo não começava de jeito nenhum... Um pouco de tudo", relata.

Além disso, Sócrates também diz que tem que ter um lado "Doutor". Só assim para aguentar as pancadas que leva dos zagueiros um tanto rudes da Série B.

"Todo jogo é pegado! Aqui, ninguém alivia, é chegada dura toda hora, contato, canelada... Quando eu tenho uma oportunidade de fazer o gol, tenho que 'guardar', porque são poucas as chances, até porque os gramados costumam ser de de pouca qualidade", lamentou.

Isso, no entanto, não abala o sonho do jovem atacante, que já recebeu diversas sondagens para deixar a equipe da Barra Funda ao final do campeonato - sua equipe está na 3ª fase da competição, ainda com chances de conseguir o acesso à A-3.

"Assédio sempre tem, com certeza. Você faz gols e se destaca, e vem os contatos, as pessoas ligam... Eu já poderia até ter saído, tive proposta, mas não quis. Quero terminar o campeonato e até o final do ano espero acertar com um clube grande", ressaltou.

Afinal, como já dizia Sócrates (o filósofo), "uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida".

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