Após 'apanhar' na semifinal, Brasil bate Itália e conquista o bronze

ESPN.com.br
Divulgação/FIBV
Volei Brasil Itália Mundial feminino
Brasileiras quase levaram a virada após abrirem 2 a 0, mas venceram no tie-break

Depois da decepção contra os EUA, na semifinal do Mundial, a seleção brasileira mostrou que a promessa sobre a busca da medalha de bronze não era da boca para fora. Apesar de começar "voando", o Brasil viu a Itália reagir, mas venceu por 3 sets a 2 - com parciais de 25/15, 25/13, 22/25, 22/25 e 15/7 - calou a Arena de Milão e conquistou o terceiro lugar na competição.

Ironicamente, quis o destino que as disputas de medalhes tivessem papéis, até certo ponto, "invertidos". Enquanto a Itália bateu os EUA por 3 a 0 na fase anterior, as brasileiras venceram a China também por 3 a 0 quatro dias atrás. Além disso, com a vitória, o time de José Roberto Guimarães terminou com a melhor campanha do Mundial, tendo apenas uma derrota, justamente a que não podia, contra as estadunidenses.

Se existia algum possível desanimo para o jogo, após as duas equipes terem sido derrotadas nas semifinais, a torcida fez os ânimos se elevarem e o clima de decisão pairar no ar. O discurso das jogadoras e do técnico brasileiro sobre a importância da medalha de bronze, e o apoio incondicional dos italianos à sua seleção, deixaram a partida com cara de final.

Após uma bela cerimônia de encerramento do Mundial, as arquibancadas lotadas saudaram as duas seleções. Durante o hino da Itália, as anfitriãs estavam claramente emocionadas enquanto quase toda a Arena cantava empolgada.

No primeiro set, o Brasil não mostrou a intimidação e nervosismo da partida contra os Estados Unidos, no sábado, e abriu vantagem significativa logo cedo, chegando a dez nove pontos na frente. Com uma atuação sólida, a seleção não teve dificuldades para fechar o set em 25 a 15.

As italianas colocaram a cabeça no lugar e voltaram muito melhor para a segunda parcial. O placar ficou bastante equilibrado desde o principio, e nenhuma equipe conseguiu abrir vantagem até o bloqueio do Brasil começar a funcionar. As donas da casa se desconcentraram novamente e passaram a errar bastante. As brasileiras cresceram e "dispararam" numa sequencia de 12 pontos seguidos com Fernanda Garay sacando e venceram por 25 a 13.

O terceiro set foi complicado. Mais relaxadas, as brasileiras passaram a desperdiçar ataques e a Itália se inflamava a cada ponto. As europeias se mantiveram na frente até os últimos pontos, mesmo quando o Brasil chegou a encostar, não se desesperaram e fizeram 25 a 22.

As brasileiras voltaram dispostas a "matar o jogo". No entanto, Valentina Diouf era a jogadora que mais causava problemas para o time verde e amarelo e não deixava as sul-americanas deslancharem. Em compensação, Sheilla fazia excelente partida e comandava o time. O jogo seguiu disputadíssimo, ponto a ponto, até o 23 a 22, quando o Brasil jogou uma bola para fora com Thaisa, deu o setpoint e a Itália fechou em 25 a 22.

No tie-break a seleção se reencontrou no jogo. Jaqueline finalmente passou a acertar seus ataques e bloqueios e as brasileiras cresceram com ela. Excelentes na defesa, as bicampeãs olímpicas não tiveram dificuldades para fazer 15 a 7 e faturar o bronze.

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