Organizada palmeirense contesta recomendação da PM e prevê confusão no clássico

Lucas Borges, de São Paulo (SP), para o ESPN.com.br
Getty
Torcedores da Mancha seguem juntos para protesto no CT do Palmeiras
Torcedores da Mancha seguem juntos para protesto no CT do Palmeiras

Representantes de Corinthians, Palmeiras, de torcidas organizadas dos dois times, da polícia militar e de diversos órgãos públicos envolvidos no clássico das 16h do próximo domingo entre os rivais, o primeiro no novo estádio corintiano, em Itaquera, estiveram reunidos nesta sexta-feira na sede da tropa de choque da PM de São Paulo para discutir questões de segurança da partida.

E para a Mancha Alviverde, principal organizada palmeirense, o cenário é preocupante.

Durante a reunião, Alexandre Vilariço, capitão do choque, informou que os torcedores uniformizados do Palmeiras deveriam se locomoverem em ônibus alugados, sendo escoltados até o palco do jogo, válido pelo Campeonato Brasileiro.

Membros da Mancha presentes no encontro contestaram a ordem e sugeriram que os visitantes fossem transportados de trem ou metrô sob escolta da polícia, o que seria mais seguro, opção que foi rejeitada - funcionários do Metrô e da CPTM, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, disseram que seria inviável acomodar corintianos e palmeirenses juntos.

Integrantes de organizadas do Corinthians devem usar o metrô e desembarcar na estação Artur Alvim, acessando o estádio, excepcionalmente, pela escadaria da avenida Radial Leste.

"Fizeram o Expresso da Copa - trem expresso que ia do Centro de São Paulo até Itaquera durante a Copa do Mundo deste ano - e por que não pode fazer pro torcedor da casa, residente do país, vão fazer só pra gringo ver? Então não queremos acabar com a violência, só queremos nos mostrar pra estrangeiro. A gente consegue levar todos até a estação Dom Bosco, dali a torcida anda pela avenida Itaquera, são dois paredões, é só fechar na frente e atrás da torcida do Palmeiras. É melhor do que ir em um monte de ônibus", alegou Jânio Santos, diretor da Mancha.

Ele diz ter tido problemas recentemente se locomovendo de ônibus para assistir a jogo contra o Santos, semana passada, no Litoral Paulista. "Fomos até a Vila Belmiro com três ônibus e não conseguiram manter a segurança. É muito perigoso, você está confinado dentro de um ônibus, a polícia não vai ter controle total das vias e não tem como descer. É muito mais fácil controlar no chão."

Independentemente das queixas, o capitão Alexandre Vilariço reforçou a recomendação da polícia e avisou que em caso de violência envolvendo torcedores organizados em estações de transporte público no dia da partida, as organizadas serão responsabilizadas civil e criminalmente.

A Mancha Alviverde garante que acatará a ordem e estima que cerca de 50 ônibus partam até a Arena Corinthians neste domingo - o trajeto que será feito foi mantido sob sigilo pela PM. Rafael Scarlatti, vice presidente da Mancha, afirma que a maioria dos 1830 ingressos disponibilizados para os visitantes foram comprados por membros da organizada e que a forma mais tranquila de se chegar no estádio é partindo junto com o grupo. Para Scarlatti, o caminho até a Zona Leste passa por pontos perigosos e é provável que haja ataques por parte de rivais antes do desembarque no estádio.

Apesar de afirmar que a Rocam, Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas, estudou os arredores da região e traçou o trajeto mais seguro até o local, o capitão Vilariço admite que a polícia ainda está conhecendo a dinâmica das cercanias do recém-construído estádio corintiano.

Foram colocados à venda no total 42.500 bilhetes para o clássico. Até a noite de quinta-feira, 25.500 haviam sido vendidos. Estima-se que 37 mil pessoas estejam presentes para o espetáculo. A venda de ingressos continua até sábado e não acontecerá no dia do jogo.

O efetivo da polícia para a partida será de 470 homens, cerca de 170 a mais do que em um jogo normal. Dentro do estádio e do lado de fora, tapumes serão usados para evitar contato entre rivais. Câmeras estão instaladas para fiscalizar os espectadores e o Jecrim, Juizado Especial Criminal, estará presente para julgar eventuais infratores.

A PM promete reforçar a segurança em bairros que são foco de confrontos entre torcedores, e redes sociais têm sido vigiadas para se monitorar brigas marcadas pela internet.

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