Morre o ex-árbitro Armando Marques aos 84 anos

ESPN.com.br
Gazeta Press
Armando Marques conversa com Gérson antes da final do Brasileiro-1971 Atlético-MG x São Paulo
Armando Marques conversa com Gérson antes da final do Brasileiro-71 Atlético-MG x São Paulo

Morreu na madrugada desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, o ex-árbitro Armando Marques, aos 84 anos. Ele deu entrada no CER Leblon (Coordenação de Emergência Regional) com um quadro muito grave de insuficiência renal e não resistiu, segundo informou a Secretaria municial de Saúde da cidade ao site GloboEsporte.com.

Um dos principais juizes da história do futebol brasileiro, Armando Marques também presidiu a Comissão Nacional de Arbitragem por oito anos (1997 a 2005).

Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques teve uma carreira de 16 anos com o apito: sua estreia foi em 13 de agosto de 1961; a última partida sob seu comando aconteceu em 8 de maio de 1977. Apitou as decisões dos Brasileiros de 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973e 1974; dos Cariocas de 1962, 1965, 1968, 1969 e 1976; dos Paulistas de 1967, 1971 e 1973; e do Mineiro de 1967.

E, como todo árbitro, as polêmicas não o deixaram.

A primeira aconteceu num Fla-Flu, pelo Roberto Gomes Pedrosa, em 1968.

"O ponta direita do Fluminense deu um tapa na bola e marcou o único gol do jogo. Armando confirmou o gol. Mais tarde viu o lance na televisão e se desculpou diante da torcida rubro negra", conforme descreve o site Apito Nacional. Em 1971, nas finais do Paulistão, anulou um gol de Leivinha, do Palmeiras, pois assinalou que foi com a mão quando as imagens mostraram claramente que foi com a cabeça. Esse erro ajudou o São Paulo a ser campeão estadual.

Dois anos depois, em outra final do Paulista, errou na contagem da disputa de pênaltis entre Portuguesa e Santos, quando o time da Vila Belmiro ganhava por 2 a 0, mas ainda com possibilidade de empate por parte da Lusa, pois restavam duas cobranças. Seu erro causou a divisão do título entre os dois clubes. "Contei quatro como cinco. Para você ver a porcaria de economista que eu era", disse o ex-árbitro em entrevista ao "Programa do Jô", da TV Globo, em abril último. "Não entrava na minha cabeça que eu não vi o Pelé cobrar, como é que eu não vi? Eu devia estar meio louco aquele dia. De vez em quando isso acontece comigo, eu fico meio cachorro danado, aí é meio perigoso".

Em 1974, na final do Brasileirão, outro erro memorável no duelo Vasco x Cruzeiro no Maracanã: o time celeste precisava de apenas um empate, mas o cruzmaltino vencia a partida por 2 a 1 quando Armando Marques anulou um gol legítimo de Zé Carlos, impedindo o time mineiro de se sagrar campeão brasileiro daquele ano.

Outra confusão, no mesmo ano, com a lenda botafoguense Nilton Santos: assessor técnico do time Glorioso, ele não gostou quando o árbitro chamou sua atenção, lhe deu um soco, e Armando caiu escadaria abaixo no túnel do Maracanã.

"Quem diz que nunca fez uma boa cagada, ou é mentiroso ou nunca apitou", afirmou Armando Marques também no "Programa do Jô".

Após passagem pela extinta TV Manchete, ele se tornou presidente da Confederação Nacional de Arbitragem em 1997 e ficou até 2005.

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