Leão lembra honra por disputa de terceiro lugar e espera luta até o fim

ESPN.com.br com Gazeta Press
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Emerson Leão perdeu a disputa do 3º lugar em 1974 e ganhou em 1978
Emerson Leão perdeu a disputa do 3º lugar em 1974 e ganhou em 1978

Presente em duas disputas pelo terceiro lugar de Copas do Mundo, o técnico Emerson Leão acredita que os jogadores da seleção brasileira podem se sentir honrados pela partida deste sábado, contra a Holanda, no estádio Mané Garrincha. O ex-goleiro perdeu o jogo em 1974 e venceu em 1978, mas cita as duas ocasiões como motivos de satisfação.

"Eu me senti honrado por ter disputado mais uma partida por meu país em cada Copa. Perdemos da Polônia em uma e vencemos a Itália na outra, quando saímos da Argentina sem perder. Se você tem definido o regulamento, tem de ir até o final e representar seu povo da melhor maneira possível. O (jogo pelo) terceiro e quarto lugar me deu satisfação também", afirmou o ex-atleta, em entrevista por telefone à Gazeta Press.

O Brasil disputou o terceiro lugar em três edições de Copas. Além das duas vezes em que Leão esteve presente, a seleção participou do jogo em 1938, quando venceu a Suécia, mas a pressão em 1974 e 1978 era maior, já que a equipe carregava o status de tricampeã mundial.

Reserva de Felix em 1970, Leão chegou à edição seguinte como titular, mas não conseguiu avançar à decisão. No jogo que valia a classificação para a final, o Brasil precisava de uma vitória contra a Holanda, que tinha vantagem do empate. O goleiro até fez defesa incrível em finalização de Johan Cruyff, mas a equipe conhecida na época como Laranja Mecânica impôs seu favoritismo e venceu por 2 a 0.

Ao Brasil, restou a disputa pelo terceiro lugar, em meio às fortes críticas recebidas pelo então treinador da época, Mário Jorge Lobo Zagallo. Antes mesmo da disputa pelo terceiro lugar, a edição de A Gazeta Esportiva relatou a frustração do técnico com alguns jogadores. "Faço questão de elogiar o espírito dos jogadores brasileiros, embora alguns, tecnicamente, tenham me decepcionado", afirmou.

Zagallo não revelou os nomes, mas o jornal informou que a insatisfação seria com Valdomiro e Paulo César. Depois da derrota por 1 a 0 para a Polônia, pelo terceiro lugar, o próprio treinador foi muito criticado, por ter tirado Ademir da Guia do jogo, mesmo quando o meio-campista estava atuando bem.

A derrota ainda gerou uma briga de Emerson Leão com Marinho Chagas, pois o lateral teria errado o posicionamento no gol marcado por Lato. O ex-goleiro já admitiu o atrito há alguns anos, mas não fala mais sobre o assunto, em respeito ao ex-colega de seleção, que morreu no mês passado.

Já na edição seguinte da Copa, em 1978, a situação foi bem diferente. O Brasil fez uma boa campanha e ficou fora da final de forma polêmica, em uma época em que a fase semifinal era realizada por grupos. Brasileiros e argentinos chegaram à última rodada em condições iguais, na mesma chave. O time verde e amarelo jogou primeiro e bateu os poloneses por 3 a 1.Porém, os anfitriões argentinos entraram em campo sabendo que precisavam derrotar o Peru por quatro ou mais gols de diferença para ficar com a vaga e golearam por 6 a 0, resultado que provocou suspeitas.

"A goleada sofrida pelo Peru, diante da Argentina, envergonharia a qualquer time de várzea, que tivesse algum pudor", relatou A Gazeta Esportiva. O Brasil foi obrigado então a jogar pelo terceiro lugar, triunfando por 2 a 1 contra a Itália, despedindo-se do torneio sem qualquer derrota. "Está saindo invicto o Brasil desta Copa do Mundo, dando oportunidade a que se volte falar em vitória moral de uma competição que não teve realmente o brilho das anteriores", acrescentou o jornal.

Os brasileiros também tiveram a sensação de injustiça em 1938. Em busca de seu primeiro título mundial, a seleção teve o sonho interrompido na semifinal, quando perdeu por 2 a 1 para a Itália, em jogo que não teve a presença de Leônidas, preservado por conta de problemas clínicos. Como se não bastasse a ausência de seu principal jogador, o Brasil também reclamou da arbitragem, já que o segundo gol italiano foi marcado em pênalti polêmico.

Na luta pelo terceiro lugar, a equipe sul-americana triunfou por 4 a 2 sobre a Suécia, encerrando uma participação retratada com orgulho. "O nome do Brasil ficará gravado com relevo na história da Taça do Mundo, porque foi uma das suas maiores potências", informou o jornal A Gazeta, exaltando o triunfo sobre os suecos.

Neste sábado, o Brasil volta a lutar por um terceiro lugar de Copa do Mundo, depois de ter sido humilhado por 7 a 1 pela Alemanha na semifinal. Leão se esquiva de uma análise mais detalhada sobre o jogo do vexame, classificando-o como "uma surpresa que nunca aconteceu com as cores da seleção". Porém, o ex-goleiro reforça a importância da partida contra a Holanda.

"Se você está fazendo uma coisa que te enche de júbilo, tem que se sentir bem. Não é agradável para quem está acostumado a ser campeão, mas o ruim seria sair na fase classificatória", encerrou.

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