Ao contrário de Felipão, técnico do Maracanazo admitiu erros

Paulo Cobos, para o ESPN.com.br, de Teresópolis-RJ
Gazeta Press
Flávio Costa Treinador América-RJ Entrevista Gazeta Esportiva 12/09/1967
Flávio Costa, o técnico do Maracanzo

Assim como fez Luiz Felipe Scolari depois do Brasil perder a segunda chance de ganhar uma Copa do Mundo em casa, o treinador que não aproveitou a primeira oportunidade, em 1950, também falou com a imprensa para explicar o fracasso.

Assim como Felipão, Flávio Costa também falou em "seguir a vida" e elencou desculpas pela derrota, no seu caso sem humilhação: derrota por 2 a 1 para o então poderoso Uruguai. Mas, pelo menos admitiu um erro na preparação do time, ao contrário de Scolari, que afirma não se arrepender da forma como planejou a disputa da Copa do Mundo.

Em entrevista relatada na edição vespertina do jornal "O Globo", Costa, que na época tinha 45 anos, admitiu o erro dos treinos na véspera da final. A seleção trocou um campo de treinamento com privacidade pelo estádio de São  Januário, com torcedores e muitos convidados, em algo semelhante do que aconteceu em 2014 na Granja Comary. E para ele, favoritismo declarado, como fizeram Scolari e Parreira, era um grande equívoco.

"Infelizmente, não nos foi possivel conter a onda de otimismo que invadiu São Januário na véspera do confronto. Não houve compreensão dos visitantes. Gente do interior, caravanas imensas de torcedores, caravanas de políticos, cada qual falando mais alto em campeões de mundo. Um desastre. No fim, eu tive de me desdobrar para fugir. Tive, imaginem vocês, de recolher até lenços com alusões aos campeões do mundo de 1950, como se futebol se pudesse ganhar na véspera", disse Flávio Costa, que também reconheceu falhas na preparação física.

"Ao contrário do que aconteceu conosco, os uruguaios lutavam para tirar proveito de todas as situações. Lutavamo como leões. Parecia que estávmos pregados no chão. Parecia que não tínhamos pernas. Parecia que não tínhamos sangue" afirmou Costa, que repetiu Felipão ao reclamar de fatores externos, como a tabela da Copa.

"Os uruguaios não tiveram o mesmo trabalho, os mesmos obstáculos. Eles tiveram uma tarefa menos pesada", falou o treinador, se referindo ao fato da seleção do Uruguai ter disputado dois jogos a menos antes da decisão.

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