Marin acha que Felipão deixou time exposto em vexame

Camila Mattoso, de Belo Horizonte (MG), para o ESPN.com.br
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Felipão e Marin conversam durante treino da seleção brasileira
Felipão e Marin conversam durante treino da seleção brasileira

Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin ainda não falou com a imprensa desde o vexame contra a Alemanha, na última terça-feira. Dos camarotes do Mineirão, ele passou pelo vestiário para consolar os jogadores e foi embora para o Rio de Janeiro. Para pessoas de dentro e de fora da delegação, o cartola tem demonstrado sua chateação com a eliminação e também procurado explicações para a derrota. Aos seus amigos disse que Luiz Felipe Scolari montou o time muito aberto para o duelo.

Segundo apuração do ESPN.com.br, o dirigente deu a opinião para pelo menos três pessoas próximas da entidade. Mesmo sem ter treinado com essa formação, o técnico da seleção optou por colocar Bernard no lugar de Neymar, em vez de reforçar o setor defensivo com mais um volante, por exemplo, que poderia ter sido Paulinho. A escalação surpreendeu a todos, mas fracassou dentro de campo. 

Dentro do grupo, Marin tem fama de ser mais "emoção", deixando extravazar seu lado torcedor, enquanto Marco Polo Del Nero, seu braço-direito e vice da CBF, é identificado por ser mais racional, demonstrando menos seus pensamentos, muitas vezes. 

Apesar de toda a situação complicada que o vexame causou, com dedos sendo apontados para todos os lados em busca de culpados, Felipão, mesmo com futuro incerto, fez questão de isentar a entidade de qualquer responsabilidade.

"A CBF nos deu tudo que precisávamos, fizeram de tudo para a preparação. Marin não está aqui hoje, mas esteve todos os dias. O Vilson (Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba) é o chefe da delegação, escolhido por Marin, e é quem o representa a todo o momento. Está o tempo todo concosco", disse o treinador, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Marin deve se juntar à seleção nesta sexta-feira, quando a equipe viaja para Brasília, onde tem a disputa de terceiro lugar contra a Holanda, no Mané Garrincha. O dirigente anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, que acompanhará a seleção na viagem. Há ainda a possibilidade de que ele chegue nesta quinta na Granja, pelo menos para uma visita.

Desde o intervalo do jogo entre Brasil e Alemanha, a reportagem tem tentando falar com o presidente da CBF e também com seu vice, mas não teve suas ligações atendidas.

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