'Carregador de piano', Oscar precisa virar 'solista' para salvar a seleção sem Neymar

Igor Resende, para o ESPN.com.br
Getty
Oscar vem se entregando na defesa, mas terá responsabilidade de substituir Neymar como astro
Oscar vem se entregando na defesa, mas terá responsabilidade de substituir Neymar como astro

Ele não era o camisa 10 do time, mas já tinha em si a esperança do público da armação de uma jogada diferente, da assistência para um gol. Até agora, porém, a função exercida por Oscar era completamente diferente na seleção brasileira. O meia de Felipão até participava no ataque, mas vinha sendo muito mais importante na defesa.

O problema é que Oscar precisará se reinventar agora. Com a lesão de Neymar, a expectativa de todo é que ele chame a responsabilidade de conduzir a equipe dentro de campo.

Até agora, Oscar participou de três dos 11 gols da seleção na Copa do Mundo. A marca não é nada excepcional para um jogador de sua posição, mas os próprios números explicam o porquê.

Oscar tem nada menos que 30 desarmes na Copa do Mundo, considerando a soma dos lances em que conseguiu roubar a bola e das jogadas que ao menos encostou na bola e impediu que o ataque adversário continuas (mandando para fora de campo ou simplesmente atrasando um jogada). Ele é nada menos que o líder na estatística, com 11 desarmes a mais que o segundo colocado, o iraniano Mehrdad Pooladi.

As intervenções diretas do camisa 11 fizeram com que o Brasil recuperasse 19 bolas na Copa do Mundo. Este sim um número para lá de excepcional para um jogador de sua posição.

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"Tento ajudar a equipe. Estou procurando liberar um pouco o Neymar e o Hulk e ajudar os meninos no meio. Estou fazendo isso muito bem. Não é fugir da característica. Depende do jogo. Quando estamos ganhando não pode tomar gol. Quero ganhar todos os jogos. Se tiver que me matar lá atrás, vou fazer", disse Oscar ainda antes da confirmação da lesão de Neymar.

O problema é que as próprias palavras do meia mostram o quanto ele será responsável pela sobrevivência da equipe sem Neymar. Se antes ‘carregava o piano' para o astro resolver na frente, agora ele precisa se transformar em um ‘solista'.

O problema é que Oscar terá pouco tempo para isso. O Brasil enfrenta a Alemanha já nesta terça-feira pelas semifinais da Copa do Mundo. O ponto positivo para o camisa 11 pode ser justamente a entrada de um jogador que conhece muito bem e que faz justamente a função de 'carregador de piano' ao seu lado no Chelsea: Willian.

"Jogamos juntos muitos jogos, eu jogava mais pelo lado direito e o Oscar mais pelo meio, mas a gente tinha liberdade para se movimentar, junto com o Hazard. Eu sei da qualidade do oscar e ele sabe da minha também. Se o Felipão optar por isso, não seria problema para nós, nos conhecemos muito bem nesse um ano de Chelsea", disse Willian em entrevista coletiva neste domingo.



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