Goleiro brilha, Argentina despacha Holanda nos pênaltis e faz final da Copa no Brasil

André Donke, Antônio Strini, Igor Resende, Jean Santos e Ricardo Zanei
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Romero voa para pegar penal de Sneijder e colocar a Argentina na final da Copa do Mundo
Romero voa para pegar penal de Sneijder e colocar a Argentina na final da Copa do Mundo

A Argentina está na final da Copa do Mundo disputada em pleno solo brasileiro. Foi nos pênaltis, suado, sofrido, chorado. Depois de um jogo considerado feio, com poucas chances, muito equilíbrio, um 0 a 0 no placar e uma cara de uma semifinal de verdade. Nos pênaltis, porém, os hermanos contaram com a estrela do goleiro Romero para vencer por 4 a 2 e se garantirem na grande decisão contra a Alemanha.

Desta vez não teve Tim Krul, para salvar a Holanda. O técnico Louis van Gaal gastou sua última substituição no começo da prorrogação e não pode mandar a campo o seu ‘amuleto', que havia garantido a classificação na disputa de pênaltis diante da Costa Rica, nas quartas de final. Coube a Cillessen, que nunca na carreira havia defendido um pênalti, a missão de tentar colocar a equipe na decisão. Não deu.

Logo na primeira cobrança, Sergio Romero mostrou de quem era a estrela que brilharia nesta quarta-feira. O goleiro argentino defendeu a cobrança de Ron Vlaar logo de cara e depois ainda fez uma defesa brilhante para parar a cobrança também de Sneijder. Cillessen seguiu com o recorde negativo de nunca ter pego um pênalti, e a disputa acabou em 4 a 2 para os hermanos.

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Romero foi o grande herói da Argentina nos pênaltis
Romero foi o herói da Argentina nos pênaltis

Foi a sétima vitória argentina em 11 disputas de pênaltis em competições oficiais. Já os holandeses amargam a quinta derrota em sete vezes que tiveram que chegar até as penalidades.

A vitória nos pênaltis transforma o domingo mais do que histórico para o futebol sul-americano. A Argentina faz a final da Copa com a Alemanha no Maracanã, o grande palco do Brasil, com quem nutre uma das maiores rivalidades do mundo. Mais um golpe duro a ser assimilado pelo futebol nacional. Já os holandeses vão até Brasília para enfrentar os donos da casa no sábado em uma melancólica disputa de terceiro lugar.

Para a Argentina, oportunidade histórica de acabar com um jejum sem grandes títulos que já dura  desde a Copa América de 1991. E dentro da casa dos que mais brincavam com a falta de títulos.

O jogo

Depois da estrondosa goleada da Alemanha para cima do Brasil, o duelo entre Holanda e Argentina começou com cara de semifinal de verdade em uma Copa do Mundo. Nada de espaços sobrando, de troca de passes tranquila no campo de ataque ou de chutes livres dentro da área.

Também nada de brilhos individuais. Preso em uma marcação implacável e sem a ajuda do fiel-escudeiro Di María, Messi não conseguiu salvar a Argentina como vinha fazendo em outros jogos. Do outro lado, Robben demorou para aparecer e só foi tentar algum lance genial já na prorrogação. Não foi suficiente.

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Riobben lamenta; Holanda acabou eliminada
Riobben lamenta; Holanda acabou eliminada

O jogo em São Paulo começou marcado justamente pelo oposto disso tudo. O primeiro lance de mais perigo saiu só aos 13 minutos de jogo. Robben puxou pela direita e foi desarmado por Mascherano, mas a bola acabou sobrando para Sneijder arriscar de fora da área. Na sequência, a resposta. Enzo Pérez puxou boa jogada e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Messi tentou surpreender e bateu no canto do goleiro, mas Cillessen se jogou e agarrou a bola.

O melhor lance do primeiro tempo seria em uma bola parada. Aos 23 minutos, Lavezzi cobrou escanteio da esquerda e Garay apareceu no meio de todo mundo para ganhar de cabeça, mas não conseguiu direcionar a finalização e mandou para longe.

A Holanda também criou sua melhor oportunidade em um cruzamento. Aos 31, em bola alçada na área, De Vrij apareceu sozinho, mas não conseguiu altura suficiente para alcançar a bola, e o goleiro Romero afastou de soco. Na sobra, Sneijder ainda arriscou o chute, mas o arqueiro apareceu bem para fazer a defesa.

A etapa final foi da mesma forma. A Argentina até tentava buscar mais o jogo, mas não encontrava espaços no meio da defesa rival. Mesmo quando conseguia um bom lance, um zagueiro holandês aparecia na hora certa para travar. Já a Holanda preferia sempre cadenciar mais a posse de bola e trocar passes no campo de defesa.

O primeiro lance de mais perigo foi para quem tentou mais. Aos 29 minutos, Enzo Perez disparou pela esquerda e colocou a bola na área, na medida, para Higuaín. O centroavante ainda conseguiu ganhar da marcação e mandou a bola para a rede, mas pelo lado de fora.

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Lavezzi comemora: Argentina está na final da Copa
Lavezzi comemora: Argentina está na final 

A resposta holandesa veio só aos 45 minutos. Robben finalmente conseguiu aparecer com perigo, achou espaço e invadiu a área, mas demorou para fazer o chute e acabou travado por Mascherano.

Os 30 minutos da prorrogação seguiram com a mesma pegada. A Argentina teve nos pés duas chances, mas desperdiçou ambas. A primeira com Palacio, invadindo a área sozinho, mas perdendo o tempo de bola e tentando uma desastrada cabeçada que parou facilmente nas mãos de Cillessen. A segunda em chute de primeira de Maxi Rodríguez após ótima jogada de Messi, que também parou no goleiro.

Nos pênaltis, Messi, Aguero, Garay e Maxi Rodríguez marcaram, e o goleiro Romero garantiu a festa argentina ao defender as cobranças de Vlaar e Sneijder.

FICHA TÉCNICA:
HOLANDA (2) 0 X 0 (4) ARGENTINA

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 9 de julho de 2014, quarta-feira
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 63.267 pessoas
Cartões amarelos: Martins Indi e Huntelaar (HOL); Demichelis (ARG)
Penalidades:
Robben e Kuyt converteram para a Holanda; Vlaar e Sneijder desperdiçaram
Messi, Garay, Aguero e Maxi Rodríguez converteram para a Argentina

HOLANDA: Cillessen; De Vrij, Vlaar e Martins Indi (Janmaat); Kuyt, De Jong (Clasie), Wijnaldum, Sneijder e Blind; Robben e Van Persie (Huntelaar)
Técnico: Louis Van Gaal

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano e Biglia; Pérez (Palacio), Messi e Lavezzi (Maxi Rodríguez); Higuaín (Aguero)
Técnico: Alejandro Sabella

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