Van Persie leve e solto: pedido de selfie, graça com avô e inspiração em Garrincha

Pedro Henrique Torre, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br
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Van Persie sorri durante coletiva de imprensa da Holanda na Gávea
Van Persie sorri durante coletiva de imprensa da Holanda na Gávea

Van Persie está, por assim dizer, livre, leve e solto. Nem mesmo a suspensão por dois cartões amarelos, na terceira rodada do grupo B da Copa do Mundo, contra o Chile, tira o seu bom humor. Pelo contrário. O artilheiro holandês, com três gols, está mais afiado do que nunca em seu terceiro Mundial.

A tranquilidade ficou clara na entrevista coletiva do atacante nesta sexta-feira, na Gávea, no Rio de Janeiro. Entre perguntas em holandês e inglês, o atacante recebeu um pedido inusitado de um jornalista: uma selfie. Um tanto quanto desconcertado, ele parou para entender a pergunta, sorriu e falou:

"Tudo bem. Depois da coletiva podemos fazer isso", disse o artilheiro, com um sorriso no rosto.

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Van Persie, no movimento considerado perfeito por grupo de estudos da Fifa
O atacante e a pose que entrou para a história

Ao lado, o zagueiro e companheiro Vlaar gargalhava com o pedido inusitado e a reposta do colega. Van Persie está à vontade no Brasil. Não só por subir em arquibancada e pegar a filha no colo para assistir ao treino. O golaço marcado diante da Espanha, na goleada de 5 a 1 da primeira rodada, abriram os olhos do mundo para o "Holandês voador". E virou termo: "Persieing" significa imitar o peixinho do atacante contra a Espanha. A maior homenagem veio de dentro de casa: o avô, Wim Ras, imitou a pose do neto no gramado em uma foto a um jornal holandês. E Van Persie adorou.

"Meu avô era goleiro anos atrás, nos anos 40 ou 50. Eu joguei futebol quando ele era novo. Ele tem 93 anos e uma mente incível, a maneira como fala sobre seus feitos. É incrível o que ele fez (risos). Eu gostei e ele, também", disse Van Persie.

Mesmo diante de tantos sorrisos, o atacante de 30 anos do Manchester United arruma espaço para falar sério. Apesar de ter gostado do gol que se tornou um dos mais belos das Copas, ele ressaltou outra vertente do empate diante da Espanha e faz o prognóstico holandês na competição, quase que um pedido disfarçados aos companheiros. 

"Foi um belo gol. Mas o mais importante foi o momento em que ele foi marcado. Estávamos perdendo e a Holanda voltou ao jogo. Foi melhor do que a beleza. Agora, queremos o primeiro lugar do grupo. É melhor para nós", disse o artilheiro.

Em terras brasileiras não faltam, claro, perguntas sobre o futebol do país e, principalmente, se ele encontra insipiração em algum dos craques do passado da seleção brasileira. Van Persie foi sincero em um primeiro momento, mas até surpreendeu por indicar o seu escolhido.

"O que vi no último ano e meio foram melhores momentos de Seedorf no Botafogo, talvez um pouco do Ronaldinho. E não vi muito mais. Mas assisti a um filme anos atrás quando eu era um garoto, sobre o Garrincha. Aquilo me inspirou. Como ele jogava, era rápido, sempre marcava belos gols. Foi minha primeira experiência, quando criança, com jogadores brasileiros", completou o "Holandês voador", como vem sendo chamado depois do gol contra a Espanha.

Fim de coletiva, Van Persie levanta, pega sua mochila e se direciona à saída da sala de entrevistas da Holanda na Gávea. Mas, claro, é interceptado pelo jornalista que pedira a selfie. Promessa feita, promessa cumprida. O atacante para e posa para foto. Sorri. O artilheiro está livre, leve e solto.

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