Em palco da Copa, chileno vende Itaipava, lucra R$ 400 e gera mal-estar entre Fifa e Ambev

Marcus Alves, de Cuiabá (MT), para o ESPN.com.br
Reprodução/Facebook
O torcedor chileno teve um lucro de R$ 400 com a venda de 20 latinhas de Itaipava
O torcedor chileno teve um lucro de R$ 400 com a venda de 20 latinhas de Itaipava

A cena era surreal: enquanto a partida acontecia, um torcedor caminhava com toda tranquilidade do mundo entre as cadeiras, carregando uma caixa com 20 latinhas de cerveja de 260 mililitros, anunciando a R$ 20, cada. O preço salgado, por si só, chamava a atenção. Não era esse, no entanto, o detalhe que mais surpreendia: os produtos eram todos eles da Itaipava, do Grupo Petrópolis, concorrente da patrocinadora oficial da Copa do Mundo, Ambev.

Em contato com o ESPN.com.br, a Fifa e o COL (Comitê Extraordinário da Copa), informaram que estão averiguando o incidente verificado no jogo entre Chile e Austrália, na última semana.

Com uma das cotas para a competição, a Ambev aproveita o Mundial para popularizar a Brahma mundialmente e ainda assegurar para a Budweiser um espaço ainda maior entre o público considerado premium.

O Grupo Petrópolis ficou de fora da Copa e, nos meses que antecederam a competição, tentou reforçar a sua imagem com a compra de naming rights de arenas como a da Fonte Nova e de Pernambuco. Ao todo, a empresa pagou mais de R$ 100 milhões para nomear cada um dos estádios.

Durante a realização do torneio, não são feitas, no entanto, qualquer referência à marca.

Em seu novo anúncio comercial, a Itaipava provoca ao afirmar que, na hora do futebol, nada de cerveja ‘da outra'.

Procurada pelo ESPN.com.br para comentar o incidente na Arena Pantanal, em Cuiabá, a Ambev preferiu não comentar o assunto. Segundo a reportagem apurou, contudo, o episódio gerou insatisfação da companhia e foi um dos motivos pelos quais a segurança no palco mato-grossense foi aumentada para o seu segundo compromisso, entre Rússia e Coreia do Sul.

O COL e a Fifa reprovaram publicamente o esquema adotado pelo estádio em sua primeira partida, marcado ainda por outro episódio envolvendo os chilenos e a entrada com rojões na arquibancada.

O torcedor que carregava 20 latinhas de Itaipava não tem do que reclamar: teve um lucro de R$ 400 naquele dia.

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