De 'Rei' da Espanha ao topo do mundo na NBA: Splitter, o 1º brasileiro campeão

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Reprodução/Twitter/NBA
Splitter: de 'Rei' na Espanha ao topo na NBA
Splitter: de 'Rei' na Espanha ao topo na NBA

De Joinville, Santa Catarina, para o mundo. Tiago Splitter, a partir da noite deste domingo, refletirá ao dormir: 'Olhe onde eu cheguei!'. Com toda a satisfação, merecida alegria, ele foi longe. O pivô de 2,11 m do San Antonio Spurs, 'Rei' do garrafão em sua passagem pelo basquete espanhol, se tornou o primeiro atleta brasileiro campeão da liga de basquete mais famosa do planeta, a NBA.

Sonho distante para atletas de gerações passadas, a competição americana aos poucos recebeu a ‘invasão' brasileira. Em 2002, Nenê foi o primeiro a conquistar um espaço - Rolando Ferreira Junior e Pipoka chegaram a atuar, sem destaque.

Entretanto, Splitter, o quarto da geração responsável por estabelecer as cores verde-amarela na liga, se tornou o primeiro a obter a maior honraria do basquete: o anel de campeão da NBA.

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Tímido, Splitter aos poucos galgou um espaço entre os grandes. Selecionado pelo próprio San Antonio Spurs no ano de 2007, o pivô esperou três anos até debutar entre os grandes nomes da modalidade. Neste período, desenvolveu-se na Europa, onde se tornou um dos maiores destaques da posição.

O prêmio de MVP da liga espanhola de 2010 credenciou Tiago Splitter. O pivô, enfim, estava pronto para jogar entre os ‘grandes'. Nos Spurs, recebeu a companhia de ninguém menos do que Tim Duncan, talvez o maior nome da franquia e um dos maiores atletas da posição 4 na história.

Fora o professor fantástico dentro da quadra, Splitter cresceu muito por conta da presença de Gregg Popovich. Após dois anos saindo do banco de reservas e ganhando minutos (e consequentemente confiança) do treinador, o brasileiro obteve um lugar de titular em 2012 - atuou em 58 dos 81 jogos como ‘starter', como dizem os americanos.

A consagração veio na temporada passada. Splitter assumiu um papel de titular absoluto, incluindo a participação desde o início de 15 dos 19 jogos de pós-temporada do time. A perfeição, entanto, parou na palma de LeBron James. O toco espetacular da estrela do Miami Heat simbolizaria a derrocada dos texanos na decisão da NBA.

A redenção, de Splitter (e de todos os Spurs), veio em 2014. O brasileiro, nem tão titular absoluto assim, chegou ao auge. O título, contudo, não bastava. O catarinense dependia de um lance histórico, e ele veio no terceiro período. A vítima, Dwayne Wade, outra grande estrela da franquia. Um toco para parar o ala-armador e afastar qualquer fracasso.

A gloria veio justamente em uma efeméride importante para a modalidade no Brasil. Vinte anos após a (talvez) maior conquista do esporte nos últimos anos, o Mundial feminino de 1994, o basquete nacional volta ao topo. Desta vez, ao topo da NBA. Toda glória a Tiago Splitter.

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