Em dois anos, Brasil perde seu domínio no UFC e fica com apenas um cinturão

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Renan Barão e o rosto bastante castigado após perder para TJ Dillashaw
Renan Barão e o rosto bastante castigado após perder para TJ Dillashaw

Berço das artes marciais mistas, o Brasil não é mais a maior potência do UFC, principal evento do esporte na atualidade. Em apenas dois anos, o país perdeu feio a briga por hegemonia com os Estados Unidos e agora só tem um campeão na organização - José Aldo, no peso pena.

Em julho de 2012, os dois países disputavam, cinturão a cinturão, o domínio no UFC. Nas sete categorias do evento, eram quatro campeões para o Brasil - além de Aldo, Renan Barão (interino), Anderson Silva e Júnior Cigano - e três para os EUA - Ben Henderson, Carlos Condit (interino) e Jon Jones.

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Passados dois anos, em maio de 2014, o Brasil viu três de seus campeões caírem e deixarem seus títulos nas mãos de lutadores estadunidenses. O último a ser derrotado foi Barão, no UFC 173, ao ser surpreendido e nocauteado por TJ Dillashaw, o novo dono do título dos galos.

Para piorar a desvantagem brasileira, no final de 2012, ainda surgiram mais duas novas categorias no UFC, ambas dominadas por norte-americanos. No peso mosca, o campeão desde setembro daquele ano é Demetrious Johnson e, no peso galo feminino, o título é de Ronda Rousey desde dezembro.

Para tentar recuperar a condição de protagonista no UFC, o Brasil tem duas apostas. Entre os médios, Lyoto Machida tem luta marcada pelo título no UFC 175, contra Chris Weidman, o norte-americano que tirou o cinturão de Anderson Silva em julho de 2013.

Outro brasileiro que tem garantida a chance pelo cinturão é o peso-pesado Fabrício Werdum, que vai desafiar o atual campeão Cain Velasquez, que desbancou Cigano, em dezembro de 2012. Os dois lutadores serão técnicos do The Ultimate Fighter, reality show do UFC, antes de se enfrentarem.

Já entre os galos, onde Barão perdeu seu título, a recuperação para o Brasil também pode não demorar. Raphael Assunção vem de sequência de seis vitórias na categoria e deve receber logo uma chance de desafiar Dillashaw e recolocar o país que viu o nascimento do MMA como protagonista da modalidade.

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